IMPRENSA
21 de dezembro de 2017 - 16h23

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Sistema Fiero e Sinduscon-PVH apresentam projeto de usina que transforma lixo em energia

Criada nos anos de 1920 a usina possui mais de 300 instalações na Europa e Ásia e funciona à base de lixo para geração de energia.

O Sistema FIERO (SESI/SENAI/IEL) e o Sindicado da Indústria da Construção Civil e Mobiliária de Porto Velho (Sinduscon-PVH), apresentaram na tarde de terça-feira (8), para representantes da prefeitura de Porto Velho, órgãos ligados ao Meio Ambiente, Ministério Público do Estado, Tribunal de Contas do Estado e empresários projeto de Conversão de Resíduos em Energia. A intenção é mobilizar órgãos públicos e empresários sobre a necessidade de implantar um projeto que contribua com a destinação do lixo sem degradar o meio ambiente.

Orlanil Lima, representante da empresa Prestige Thermal Energy, apresentou um panorama das dificuldades dos municípios brasileiros frente aos desafios, riscos e efeitos indesejáveis que geram os resíduos. “Infelizmente a maior parte das cidades brasileiras não desenvolvem soluções ecologicamente corretas para descartar seu lixo. A tecnologia que apresentamos utiliza um processo que chamamos de pirolise, que consiste na quebra da estrutura da matéria, através de um aquecimento rápido, bastante intenso e com a ausência de oxigênio. Não estamos falando em incineração, é uma decomposição usando calor. Esse processo gera um gás sintético que possui propriedades energéticas, daí é possível aproveitar a energia desse gás”, explicou.

Desenvolvida nos anos de 1920, a pirolise transforma tudo que é nocivo ao meio ambiente e ao ser humano em energia e gera resíduos completamente inofensivos.  “No mundo existem mais de 300 usinas localizadas na Europa e Ásia. No Brasil, ainda não há nenhuma usina em funcionamento. Nossa intenção é implantar no Brasil este processo de conversão de lixo em energia, já que o mesmo pode contemplar cidades de pequeno, médio e grande porte”, completou Lima.

Maurílio Vasconcelos, presidente do Sinduscon-PVH, explica que visitou uma usina que utiliza o método da pirolise na China. “Durante uma missão empresarial realizada há aproximadamente 5 anos pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), tive a oportunidade de conhecer uma estação de tratamento de lixo, na cidade de Jinan, capital de Shandong (China). Naquela época foi um grande impacto, pois encontrei um prédio belíssimo onde não se via lixo, um local muito silencioso. Foi neste momento que descobri que era possível transformar lixo em energia”, contou.

Vasconcelos acrescenta que a pirolise resolve diversos problemas ocasionados pelo acúmulo de lixo. “Nós estamos na Amazônia, temos uma responsabilidade com o meio ambiente e precisamos buscar alternativas para conservar o que temos, sem frear o desenvolvimento do nosso estado. Por isso, apresentamos a proposta de um processo de primeiro mundo, uma tecnologia bastante decantada e eficiente, ”, disse.

Assessoria de Comunicação Social do Sistema Fiero


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