IMPRENSA
21 de dezembro de 2018 - 10h51

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Empresários da construção estão mais dispostos a investir, informa CNI

Pesquisa mensal mostra que, mesmo com a piora de alguns indicadores de produção, o setor está otimista a e espera o aumento da atividade e de novos empreendimentos e serviços nos próximos seis meses

 O índice de intenção de investimentos na indústria da construção subiu 2,3 pontos frente a novembro e alcançou 34,8 pontos em dezembro. Com a alta, o indicador ficou acima da média histórica de 33,6 pontos e é o segundo maior desde fevereiro de 2015, informa a Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira, 21 de dezembro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa, quanto mais elevado o índice, maior é a disposição dos empresários para investir.

A propensão para investir melhorou porque os empresários estão mais otimistas com o desempenho do setor nos próximos meses. Todos os indicadores de expectativas subiram e estão acima dos 50 pontos, mostrando que os industriais esperam o crescimento do nível de atividades, dos novos empreendimentos e serviços, da compra de insumos e matérias-primas e do número de empregados nos próximos seis meses.

Além disso, o Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (ICEI-Construção) alcançou 62,3 pontos em dezembro e ficou 9,3 pontos acima da média histórica de 53 pontos. O indicador varia de zero a cem pontos. Quando está acima dos 50 pontos mostra que os empresários estão otimistas.

“A confiança cresce porque os empresários acreditam na aprovação de reformas estruturais que vão estimular a atividade econômica, mas o otimismo contrasta com os indicadores de produção, que permanecem em níveis baixos”, avalia a economista da CNI Dea Fioravante.

ATIVIDADE E EMPREGO EM QUEDA -  A atividade e o emprego voltaram a cair em novembro na comparação com outubro. O índice de nível de atividade recuou para 45,6 pontos e o de número de empregados diminuiu para 43,2 pontos. Os dois indicadores continuam abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa o aumento da queda na atividade e no emprego.

Além disso, o nível de utilização da capacidade de operação caiu 3 pontos percentuais em relação a outubro e ficou em 56% em novembro. Isso significa que o setor operou com 44% do pessoal, das máquinas e dos equipamentos parados no mês passado. 

Esta edição da Sondagem Indústria da Construção foi feita entre 4 e 12 de dezembro, com 539 empresas.

 

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