IMPRENSA
10 de janeiro de 2019 - 09h40

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Medo do desemprego registra a maior queda desde maio de 1996, informa a CNI

Pesquisa destaca que a retração de 10,7 pontos verificada entre setembro e dezembro é resultado do aumento do otimismo em relação ao novo governo e aos sinais de superação da crise. Satisfação com a vida também melhorou


O Índice do Medo do Desemprego caiu para 55 pontos em dezembro de 2018 e ficou 10,7 pontos abaixo do registrado em setembro do ano passado. A queda de 10,7 pontos entre setembro e dezembro é a maior desde maio de 1996, quando começou a série histórica, informa a pesquisa trimestral Medo do Desemprego e Satisfação com a Vida, divulgada nesta quinta-feira, 10 de janeiro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“O resultado positivo reflete o otimismo e a confiança que a maioria da população deposita no novo governo e também a percepção crescente de superação da crise econômica”, avalia a CNI. Mesmo assim, o indicador continua acima da média histórica, que é de 49,8 pontos.

“O otimismo aumentou, mas não podemos esquecer que a retomada da economia se mostra muito lenta e o desemprego continua elevado”, afirma o gerente-executivo de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca.  Ele explica que a queda do medo do desemprego ajudará a incrementar o consumo e, consequentemente, a produção.

De acordo com a pesquisa, entre setembro e dezembro do ano passado, o medo do desemprego recuou em todas regiões do país. No entanto, a queda foi maior no Sul, onde o indicador caiu 16,9 pontos e passou de 62,7 pontos em setembro para 45,8 pontos em dezembro. A menor queda, de 8,3 pontos, foi registrada no Sudeste. Naquela região, o medo do desemprego diminuiu de 64 pontos em setembro para 55,8 pontos em dezembro.

SATISFAÇÃO COM A VIDA - A pesquisa da CNI mostra ainda que a satisfação com a vida também melhorou. O indicador aumentou 2,7 pontos em relação a setembro e ficou em 68,6 pontos em dezembro.  O crescimento de 2,7 pontos foi o maior desde maio de 1999.

A satisfação com a vida aumentou, sobretudo, na região Sul, onde o indicador subiu 3,6 pontos e passou de 66,2 pontos em setembro para 69,8 pontos em dezembro. No Nordeste, a alta foi de 3 pontos e o indicador alcançou 69 pontos no mês passado.

Esta edição da pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios entre 29 de novembro e 2 de dezembro do ano passado.



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