IMPRENSA
13 de maio de 2019 - 15h41

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Pesquisadores do MIT lançam livro sobre inovação nesta terça em Brasília

Publicação organizada pelo Massachusetts Institute of Technology é resultado de projeto de pesquisa de cinco anos encomendado pelo SENAI sobre o ambiente inovativo do Brasil

 

Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Industrial Performance Center (IPC) lançam, em Brasília, amanhã (14), às 18h, no Brasília Palace Hotel, o livro Innovation in Brazil: Advancing Development in the 21st Century (Routledge), realizado em parceria com acadêmicos e profissionais brasileiros. A publicação representa o resultado de um projeto de pesquisa de cinco anos sobre o ambiente de inovação brasileiro, encomendado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

 

Entre outras conclusões, os colaboradores da publicação argumentam que em momentos econômicos de dificuldade, como a enfrentada pelo país neste momento, é fundamental afirmar o valor da ciência, tecnologia e inovação, criando uma base sólida para o crescimento econômico sustentado. Para os autores do trabalho, o Brasil não pode se dar ao luxo de ficar para trás, à medida que o ritmo da mudança tecnológica se acelera e a globalização da produção e inovação cresce em escala e escopo. A necessidade de uma agenda de inovação robusta e voltada ao futuro assume um sentido renovado de urgência, à luz dessas tendências e das políticas sociais que o país demanda.

 

O volume, editado por Elisabeth Reynolds do MIT-IPC, Ben Ross Schneider do MIT Political Science e Ezequiel Zylberberg também do MIT-IPC, inclui contribuições de Glauco Arbix, professor da Universidade de São Paulo (USP) e ex-presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP); Fernanda De Negri, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), and Claudio Frischtak, fundador e presidente da Inter.B, consultoria internacional de negócios, entre outros.

 

Os autores também defendem na publicação um envolvimento mais profundo do Brasil com a economia global, maior alinhamento entre políticas industriais e de inovação, relações mais fluidas e produtivas entre o setor privado e a academia, maior suporte às inovações institucionais bem-sucedidas e apoio estratégico direcionado aos setores nos quais o Brasil possui vantagem comparativa, ou a oportunidade de delinear e criar nichos produtivos nas cadeias globais de valor (global value chains).

 

DIAGNÓSTICO – Durante cinco anos, os pesquisadores do MIT analisaram o ambiente de inovação do país para orientar a implantação e o fortalecimento da rede de 26 Institutos SENAI de Inovação. Concluíram que inovações brasileiras de padrão global ocorreram por uma visão clara de objetivos, continuidade de investimentos e proteção contra influência política.

 

A avaliação é que, nos últimos 20 anos, o governo brasileiro concretizou várias políticas e programas destinados a fortalecer a capacidade de inovação do país: aumentou os gastos em ciência e tecnologia; encorajou maior colaboração entre as empresas e universidades e fomentou a criação de novas instituições, cujo objetivo principal era facilitar a pesquisa e desenvolvimento (P&D) no setor privado. Apesar dos sucessos bem documentados – como a criação de um líder global na indústria de aviação comercial, a exploração produtiva dos campos de petróleo do pré-sal e a criação de um robusto setor farmacêutico de genéricos – o progresso tem sido desigual e o caminho a seguir é incerto, dada a recente série de crises econômicas, sociais e políticas.

 

Nesse contexto, uma das boas práticas observadas pelos pesquisadores do MIT são as organizações de pesquisa e tecnologia, conhecidas no Brasil como instituições de ciência e tecnologia (ICTs),como a rede de Institutos SENAI de Inovação. Segundo os pesquisadores, estimular a existência dessas organizações é uma das estratégias adotadas pelas principais nações inovadoras para garantir a correta tradução da ciência produzida na universidade para o setor produtivo e sua inserção no mercado.

 

No livro, os editores reúnem um conjunto diversificado de contribuições empíricas em torno de alguns temas, tais como políticas públicas, instituições e ecossistemas de inovação, empresas e setores econômicos.  Coletivamente, defendem uma nova agenda de inovação, voltada ao futuro do Brasil, para tratar desafios persistentes e explorar oportunidades emergentes. Suas conclusões oferecem lições valiosas para outras economias em desenvolvimento ou em ascensão, que buscam acelerar a inovação e o crescimento na era moderna.  Com sua ampla contribuição interdisciplinar para o estudo da inovação, bem como sua atenção às implicações nas políticas públicas, o livro irá agradar igualmente acadêmicos e profissionais.

 

 

 

 

 

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