IMPRENSA
01 de julho de 2019 - 13h56

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Atividade industrial volta a cair, mostra pesquisa da CNI

Quedas no faturamento, nas horas trabalhadas na produção e no emprego confirmam as dificuldades que a indústria enfrenta para retomar o crescimento

O faturamento, as horas trabalhadas na produção e o emprego na indústria caíram em maio frente a abril. A utilização da capacidade instalada, a massa real de salários e o rendimento médio do trabalhador apresentaram pequenas altas no período. “A indústria continua mostrando dificuldades em sustentar uma sequência de dados positivos”, informam os Indicadores Industriais, divulgados nesta segunda-feira, 1º de julho, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“A indústria está sem forças para iniciar uma trajetória de recuperação. Está à espera de um fato externo, como a aprovação da reforma da Previdência e outras reformas para retomar a atividade”, afirma o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

Depois da alta de 3,1% em abril, o faturamento real recuou 2,2% em maio frente ao mês anterior, na série mensal com ajuste sazonal.  “O faturamento real continua alternando resultados positivos e negativos há praticamente um ano. Como as quedas superam as altas, a tendência é de queda”, avalia a CNI. Entre janeiro e maio deste ano, o faturamento real subiu 1,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.  As horas trabalhadas na produção caíram 0,2% em maio frente a abril, na série dessazonalizada, e continuam no mesmo patamar desde o início de 2018. 

O nível de utilização da capacidade instalada subiu 0,3% em relação a abril e alcançou 78,1% em maio, na série dessazonalizada. Foi o segundo aumento consecutivo do indicador.

MERCADO DE TRABALHO – De acordo com a pesquisa, o emprego teve leve queda de 0,2% em maio frente a abril. “O indicador segue praticamente estagnado, sem variações relevantes desde o fim do primeiro semestre de 2017”, informa a CNI.

A massa real de salários aumentou 0,4% e o rendimento dos trabalhadores da indústria subiu 0,5% em maio na comparação com o mês anterior, também na série com ajuste sazonal. Mesmo com o segundo aumento consecutivo, a massa real de salários está 0,8% menor do que a registrada em maio de 2018. O rendimento médio do trabalhador, que registrou o terceiro aumento seguido, é 0,5% inferior ao de maio do ano passado.

 

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