IMPRENSA
31 de agosto de 2020 - 09h22

A- A A+

Indicações geográficas crescem mesmo em meio à pandemia

Levantamento mostra que o INPI já recebeu 10 novos pedidos de IGs, quase o total do ano passado

 

As indicações geográficas estão em franco crescimento no Brasil. Mesmo em meio à pandemia, de janeiro até agosto de 2020, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) já recebeu 10 pedidos de registro de novas IGs – quase o total de 2019, que teve 11 solicitações no ano inteiro.


Os pedidos de IG em 2020


Café Conilon - Espírito Santo

Redes de Jaguaruana - Ceará

Café robusta Amazônia Matas de Rondônia - Rondônia

Cachaça de Morretes - Paraná

Artesanato de Resende Costa - Minas Gerais

Hortifrutos (abacate, alho, batata e cenoura) de São Gotardo - Minas Gerais

Vinhos e espumantes de Altitude - Santa Catarina

Pirarucu de Mamirauá - Amazonas

Maças e peras de São Joaquim - Santa Catarina

Mel de Melato de Bracatinga Planalto Sul Brasileiro - Santa Catarina

 

Em 2020, o INPI já concedeu 4 novas indicações geográficas:


Indicações de Procedência

Bordado de Caricó - RN

Vinhos da Campanha Gaúcha - RS

Abacaxi de Novo Remando - AM

 

Denominação de origem

Queijo de Campos de Cima da Serra - SC e RS


NOTORIEDADE - Esse mecanismo de reconhecimento da notoriedade de uma região e um povo em produzir bens e serviços específicos é uma forma de proteção à propriedade intelectual brasileira.


O Brasil é uma força nascente nesse universo, explorado há séculos pelos europeus – para citar os mais famosos: o queijo parmesão, o champagne, os azeites gregos, os vinhos de Rioja, relógios suíços!


O país contabiliza 69 indicações geográficas: 56 indicações de procedência e 13 denominações de origem, sendo esta uma categoria que protege produtos que resultam da combinação entre o saber fazer de uma cultura e as condições geográficas daquele ambiente.


No momento em que se discutem formas de potencializar o desenvolvimento regional, reaquecer a economia e valorizar a produção brasileira, falar de indicações geográficas é um prato cheio.

 

O BRASIL QUE A GENTE PRODUZ - Em reportagem especial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) navega pela história das indicações geográficas, desta vez de três das mais antigas do país (se não pelo registro, pela tradição).


A cachaça, bebida autenticamente nacional, que nasceu quase junto do batismo do Brasil e hoje vive a melhor fase desde a criação; o cacau do Sul da Bahia e sua revolução feita de chocolate; e a erva-mate de São Matheus do Sul, que, de tão importante, bancou até a independência do Paraná do estado de São Paulo.


O consumidor quer consumir origem, apoiar o cultivo sustentável, saber quem são as pessoas por trás dos rótulos e como um produto chega até ele. Todas perguntas que as indicações geográficas são capazes de responder.


Confira o especial: https://noticias.portaldaindustria.com.br/especiais/indicacao-geografica-o-redescobrimento-do-brasil/


Mais notícias

Bioeconomia é uma das agendas prioritárias da biodiversidade brasileira, diz Marcelo Thomé

Mais da metade da indústria está com dificuldade para atender sua demanda, afirma CNI

Indústria pode ser protagonista da bioeconomia no Brasil, diz presidente da CNI

Pavimentação asfáltica garante qualidade e segurança à comunidade escolar do SESI-SENAI-IEL de Cacoal