IMPRENSA
18 de novembro de 2020 - 11h19

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Presidente da FIERO defende soluções adequadas e efetivas para o desenvolvimento da Amazônia

O diálogo é fundamental para a construção de um modelo para a região, que reconheça os 23 milhões de pessoas que ali habitam, como ponto central deste processo


Realizado nos dias 17 e 18 de novembro, pela primeira em formato 100% virtual, a edição 2020 do Encontro Nacional da Indústria (ENAI), foi norteado pelo tema “Por uma indústria que impulsione o Brasil” e reuniu 12 palestrantes, 8 painéis e 26 debatedores, dentre eles, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) Marcelo Thomé, que falou sobre o Fórum Mundial Amazônia+21, realizado de 4 a 6 de novembro, com grande sucesso.

Com uma programação dividida em duas sessões, painéis e palestras transmitidas simultaneamente, representantes de setores industriais, especialistas, pesquisadores e empresários discutiram temas como as reformas estruturantes – tributária e administrativa – a necessidade de formulação de uma política industrial em sintonia com as tendências do século 21, a indústria 4.0 e os processos de transformação digital a sustentabilidade e as novas formas de trabalho.

Em sua apresentação, Marcelo Thomé contou como foi a jornada do Amazônia+21 e abordou também os próximos passos. “O Fórum impactou cerca de 20 milhões de pessoas através de todos os canais onde foram possíveis divulgar e transmitir o conteúdo produzido ao longo do evento. Foram produzidas mais de 280 matérias jornalísticas sobre todos os temas e os quatro eixos principais - negócios sustentáveis, cultura, financiamento dos programas e ciência, tecnologia e inovação -, totalizando mais de 80 horas de conteúdo, que podem ser acessados através do portal amazonia+21.org ou no canal da CNI, no Youtube”, disse.

Thomé destacou que o evento ganhou repercussão em diversos veículos de comunicação e foi acessado por internautas, não apenas do Brasil, mas dos Estados Unidos, Reino Unido, índia, Colômbia, Bolívia, dentre outros países, com acesso de pessoas interessadas nos temas debatidos durante os três dias do Fórum, totalizando 110 painelistas de diversas entidades e 120 instituições privadas e 18 do âmbito dos governos federal, estadual e municipal.  

Ele também comentou a pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para o Amazônia+21, afirmando que os brasileiros acreditam ser possível alinhar desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.

“É um dado fundamental, pois demonstra o entendimento e receptividade da população brasileira, residente ou não, na região Amazônica, de que o desenvolvimento sustentável é a resposta para o que deve ser feito na região e no país inteiro. Existe enorme possibilidade para estabelecer um modelo adequado alinhando as exigências de sustentabilidade e a sustentação plena do bioma”, argumentou o líder empresarial.

Outro ponto destacado pelo presidente da FIERO, sobre a pesquisa, é a importância da floresta amazônica para o Brasil. “As pessoas falaram do orgulho da Amazônia e que o processo de desenvolvimento trará a diminuição do desemprego, maior qualidade de vida e combate e redução das atividades ilegais como o desmatamento e as queimadas. Este é mais um dado fundamental para desfazer o falso entendimento de que qualquer processo de desenvolvimento degrada o meio ambiente. Pelo contrário, pois através de empreendimentos estruturados, da ciência e da inovação, será possível desenvolver a região e ainda assim avançar na agenda da sustentabilidade, da conservação do bioma da Amazônia”, comentou.

O presidente da FIERO finalizou a apresentação agradecendo ao presidente da CNI, Robson Andrade, o apoio para a realização do Fórum Mundial Amazônia+21 e reforçando o convite para que todos continuem participando da iniciativa.

“O Fórum, mais que um evento, constitui uma estratégia de longo prazo para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. O diálogo é fundamental para a construção de um modelo para a região, que reconheça os 23 milhões de pessoas que ali habitam, como ponto central deste processo e envolver o governo, a academia, os governos, o setor produtivo, para termos uma solução efetiva e adequada para dialogar com todas as dimensões que afetam a população local e do Brasil, através do envolvimento da população local e de pessoas que queiram contribuir de maneira responsável, comprometida, mas não ideológica”.  

Assessoria de Comunicação Social FIERO

 

 


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