IMPRENSA
01 de junho de 2021 - 14h55

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Estudantes brasileiros entre os melhores do mundo na robótica

Torneios mundiais F1 in schools, FRC e Global Innovation Awards acontecem on-line em junho com a participação de equipes do Brasil. Aluna do SESI/SENAI de Campinas concorre a competidor destaque


Estudantes brasileiros estão entre os finalistas de importantes competições mundiais de robótica que acontecem em junho de maneira remota: a FIRST Robotics Competition(FRC), o Global Innovation Awards (GIA) e o F1 in schools. Conheça os torneios e as equipes que vão competir:


FRC: robôs de até 55 kg e 1,5 metro de altura


A FIRST Robotics Competition é a categoria mais complexa entre as competições de robótica da FIRST, organização internacional sem fins lucrativos fundada em 1989 que promove diversos torneios. Nela, alunos de 14 a 18 anos do ensino médio constroem e programam robôs de grande porte, que chegam a 55 kg e 1,5 metro de altura, para realizar tarefas na arena.

O regional da América Latina, ocorreu dia 11 de maio, e consagrou quatro equipes brasileiras em diferentes premiações: a Megazord 7563, do SESI/SENAI de Jundiaí (SP); a Nióbio 7566, do SESI/SENAI de Campinas, Hortolândia e Valinhos (SP); a Under Control 1156, do Colégio Marista Pio XII de Novo Hamburgo (RS); e a MagicIsland 5800, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).


A Nióbio levou a Skills Competition, que, neste formato on-line, substituiu a partida em quadra. Participaram 1.302 equipes de diferentes países, divididas em 52 grupos, que enviaram os vídeos dos robôs completando as missões pré-estabelecidas pela organização. O grupo da Nióbio contava com competidores do México, Singapura, Turquia, Israel e Estados Unidos, sendo ela a única representante da América Latina e do Caribe na lista dos 52 campeões.


Uma de suas integrantes, a Vanessa Mendes Vieira da Silva, foi premiada ainda na Dean’s List, categoria individual que reconhece os competidores de destaque. “Quando entrei no SESI, no 1º ano, e tive meu primeiro contato com a robótica foi um choque, porque não conhecia nada. Logo no início do ano, fizeram um tour no fab lab, e eu falei ‘quero ser parte disso’. Mesmo não podendo viajar neste ano, a gente teve contato com juízes de fora pela internet. Mudou a minha percepção das coisas, amadureci”, acredita Vanessa.


Ela e o jovem Bruno Nunes Toso, mentor da Under Control 1156 indicado ao Woodie Flowers – outra premiação individual, aos melhores mentores –, vão passar por mais uma rodada de apresentações, na primeira quinzena de junho, para disputar o título mundial, que será anunciado em 26 de junho.


A equipe do Bruno, Under Control 1156, é ainda representante da América Latina no prêmio mais tradicional, o Chairman’s, que consagra o trabalho da equipe nos últimos três anos. “Com o trabalho on-line, conseguimos aproveitar para desenvolver outras habilidades como equipe. Chegamos em um nível muito industrial, com a máquina mais complexa, tanto que vencemos uma categoria técnica, de Design. Na hora de montar o robô, já tínhamos o projeto pronto, estruturado, e foi mais organizado”, destaca.


Global Innovation Awards


A equipe Megazord 7563, do SESI/SENAI de Jundiaí (SP), foi consagrada uma das 20 finalistas da categoria FRC no Global Innovation Awards (GIA) – anunciado emvídeo pela FIRST. Participaram da disputa 882 times de cerca de 110 países. Em razão da pandemia, a competição segue on-line, com anúncio dos vencedores no dia 30 de junho também no canal da FIRST no YouTube.


O GIA é o maior prêmio de inovação da robótica educacional, que destaca os melhores projetos e protótipos para problemas do mundo real dentro do tema definido para a temporada, que neste ano está relacionado à prática de atividades físicas. As propostas precisam demonstrar originalidade e viabilidade.


Na outra categoria do GIA, a FIRST LEGO League Challenge (FLL) – em que estudantes de 9 a 16 anos usam programação para movimentar robôs feitos de LEGO – duas equipes representam o Brasil: a SESI Big Bang, de Birigui (SP), formada apenas por meninas; e a SESI Biotech, de Barra Bonita (SP).


Conheça os projetos finalistas do GIA


- Megazord, de Jundiaí: Personal Robot, um robô compacto utiliza inteligência artificial para auxiliar a prática esportiva. Além de incentivar, ele apresenta treinos específicos e verifica se os movimentos da pessoa estão corretos.


- SESI Biotech, de Barra Bonita: Move Bag, uma mochila que, com elásticos e pequenos adereços, possibilita uma grande variação de exercícios, trazendo benefícios físicos, psicológicos e fisiológicos. Além de multifuncional, a mochila é sustentável, já que é feita de materiais reaproveitados.


- SESI Big Bang, de Birigui: Figlove, uma faixa inovadora utilizada na palma da mão, capaz de reduzir ou minimizar as dores das pessoas durante a prática do exercício, possibilitando maior tempo e intensidade na atividade.


F1 in Schools


Parte de um projeto internacional da Fórmula 1, a competição é voltada para estudantes de 9 a 19 anos, que formam equipes de três a seis integrantes para enfrentar desafios reais da modalidade. Como as escuderias Ferrari, Mercedes e McLaren, os competidores assumem as funções de gerenciamento, marketing, engenharia e design, além de projetar, modelar, testar e colocar em movimento um protótipo de carro de F1.


Em uma das provas, o objetivo é cruzar a pista de 20 metros na maior velocidade – os carros, impulsionados por um cilindro de CO2, podem chegar a 80 km/h. Nesta temporada 2019/2020, que teve o calendário adiado em razão da Covid-19, as 44 equipes de mais de 15 países participarão de 15 sessões de Zoom interativas, entre os dias 4 e 8 de junho.


Durante o evento, que também será transmitido ao vivo no YouTube, os competidores conversarão com o mestre de cerimônias sobre seus carros. O Brasil será representado por quatro equipes: a Spark, da Escola S de Criciúma (SC); a Brazilian Six, do Colégio Vértice, em São Paulo (SP); a Team Tachyon, da FourC Bilingual Academy, em Bauru (SP); e a Pocadores, do SESI Jardim da Penha (ES), que vai se juntar a estudantes da Grécia e compor a equipe Zenna.


“Sabemos que não é uma coisa fácil, a gente vai disputar com jovens muito qualificados, de diversos lugares do mundo, com escuderias pesadas. Pessoas da Austrália, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha. Mas somos capazes, vamos representar muito bem o Brasil lá fora”, garante Pedro Lage, 18 anos, da Spark. A equipe, criada em 2018, foi campeã do Festival SESI de Robótica em março do ano passado, garantindo assim um lugar no mundial.


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