Projeto do SESI de Cacoal prepara jovens para comunicação em ambientes digitais
SESI-RO integra grupo nacional sobre educação no sistema prisional
A experiência construída por educadores do Serviço Social da
Indústria de Rondônia (SESI-RO) com alunos da Educação de Jovens e Adultos
(EJA) no sistema prisional chegou ao debate nacional nesta terça e
quarta-feira, 22 e 23, em Brasília. O trabalho desenvolvido no regime
semiaberto foi apresentado durante o Grupo de Trabalho (GT), promovido pelo SESI
Departamento Nacional, reunindo representantes de Rondônia, Roraima, Ceará,
Santa Catarina, Piauí e Paraíba.
Representando o SESI-RO, participaram Marcela Xavier, especialista
em Educação da CEBEP, e Lucelia Santos, pedagoga da EJA da unidade do SESI de
Porto Velho. Ao apresentar a experiência locais, as profissionais mostraram
aspectos da rotina educacional nesse contexto, os aprendizados construídos ao
longo do trabalho e as particularidades encontradas no atendimento a estudantes
privados de liberdade. O encontro também abriu espaço para conhecer como outros
estados organizam a oferta da EJA nesse cenário.
Entre os pontos da reunião estiveram as diferentes trilhas
escolares dos estudantes, as características do ambiente penitenciário e a
necessidade de adaptar práticas pedagógicas às condições de cada turma. A troca
entre os profissionais permitiu colocar em comum situações encontradas nos
diferentes estados e discutir possibilidades para o trabalho educacional com
pessoas privadas de liberdade, considerando também a continuidade dos estudos
após o cumprimento da pena.
Para Marcela Xavier, a participação no grupo permitiu transformar
experiências locais em conhecimento compartilhado entre os Departamentos Regionais.
“O encontro permitiu apresentar o trabalho desenvolvido em Rondônia e conhecer
as experiências de outros estados. Essa troca ajuda a compreender diferentes
realidades e a identificar caminhos que podem contribuir para o trabalho
desenvolvido com os estudantes da EJA no sistema”, afirmou.
Ao reunir profissionais que atuam em diferentes realidades, o
encontro em Brasília contribuiu para o diálogo sobre os caminhos da EJA para
esse direcionamento e para a circulação de práticas desenvolvidas pelos DRs. Segundo
Lucélia Santos, a experiência apresentada mostra como a educação pode integrar o
caminho de pessoas privadas de liberdade, oferecendo continuidade aos estudos e
criando possibilidades para quem está no sistema prisional e para aqueles que
retornam à convivência em sociedade.
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