Crea-RO é recebido pelos integrantes do BIM Office do SENAI-RO
SENAI-RO e UFJF lideram teste de tecnologia de IA na Usina Santo Antônio
Especialistas
do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Rondônia e Pernambuco, em
conjunto com pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF),
realizaram na última semana o primeiro teste presencial de um sistema de
inteligência artificial (IA) para gestão de grandes paradas na Usina
Hidrelétrica Santo Antônio. O grupo aplicou em campo uma solução digital que
organiza os períodos de manutenção das turbinas, unindo a expertise técnica
regional e a experiência em tecnologia da informação.
A
cooperação entre as instituições é fruto de uma parceria entre o SENAI-RO, por
meio da gerência de Soluções em Tecnologia e Inovação (STI) e a UFJF, firmado
no ano passado, que busca modernizar processos que garantem a continuidade da
produção de eletricidade no estado de forma sistêmica e segura.
O
desenvolvimento da ferramenta de IA ocorre por frentes coordenadas, onde o
SENAI assume a criação da interface visual e do painel de controle utilizado
pelos operadores. Em paralelo, a universidade mineira fornece a lógica dos
algoritmos de otimização. Durante o encontro na usina, as equipes integraram
essas partes, permitindo que os engenheiros locais visualizassem o
funcionamento do sistema em tempo real. Essa união de competências permite
transformar dados até então armazenados em planilhas de excel em informações
visuais simples para a tomada de decisão.
A equipe
técnica contou com a participação da pesquisadora do SENAI-RO, Renata Vilas
Bôas, além dos representantes do SENAI-PE: o coordenador técnico de TI, Bruno
Santos, o consultor técnico, Lucas Floriano e a gestora de projetos, Natália
Barbosa. Pela UFJF, estiveram presentes o professor e coordenador André Marcato
e o pesquisador Vinicius Teixeira. Representando a Santo Antônio Energia,
participaram o engenheiro João Alisson Reis e o coordenador Pedro Dominguete.
Esse intercâmbio entre especialistas de diferentes estados assegura que o
sistema atenda aos rigorosos critérios de segurança e produtividade exigidos.
Segundo
Renata Vilas Boas, os próximos passos envolvem o refinamento dos cálculos e da
parte visual com base nas observações colhidas no canteiro de obras. “As
melhorias propostas pelos técnicos serão inseridas no software para elevar a
precisão das previsões de reparos. O propósito é estabelecer um método de
gestão que transforme o planejamento das manutenções em um processo fluido,
permitindo que a usina possa operar com sua capacidade máxima aproveitando
melhor todas as Unidade Geradoras (Turbinas), garantindo a eficiência
energética”, informou.
Ao final da
agenda, a comitiva da Federação das Indústrias de Pernambuco visitou a Casa da
Indústria para conhecer o Observatório. No local, o gerente Igo Ribeiro fez um
resumo de um estudo sobre a ferrovia bioceânica e seus impactos logísticos. A
análise aponta que a nova rota ferroviária trará ganhos de competitividade para
a produção rondoniense, uma vez que o menor tempo de viagem até os países da
Ásia reduz os custos de exportação e favorece o desenvolvimento regional.
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