FIERO 40 anos: o motor de transformação e avanço de Rondônia
Presidente da FIERO participa do ENIC e debate sobre sustentabilidade na construção
Nesta quarta-feira, 9, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé, representou a indústria da construção rondoniense no Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC), o principal evento do setor no Brasil, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O evento reuniu grandes líderes e profissionais da construção para discutir inovação, tecnologia e os rumos do setor no Brasil e no mundo.
Thomé participou do painel
“COP30 e os Impactos na Construção: Caminhos Sustentáveis para o Futuro”, ao
lado do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex
Carvalho. Juntos, debateram os impactos da COP30 na construção, como regulamentações
e incentivos, mudanças no mercado, o surgimento de tecnologias de baixo carbono
e resiliência climática, além de possíveis caminhos para um futuro sustentável
na construção civil.
A COP30 pode reforçar a
necessidade de projetar e construir de forma a proteger as comunidades contra
desastres naturais e os impactos das mudanças climáticas. O painel trouxe
especialistas para apresentar iniciativas que acelerem a transformação do setor
da construção em direção à sustentabilidade.
Marcelo Thomé, que também
preside o Instituto Amazônia+21, apresentou durante o painel o projeto “Morar
Amazônico”, uma parceria do Instituto com a Caixa Econômica Federal. A
iniciativa visa a produção de habitações adequadas à realidade amazônica. O
projeto serve como prova de conceito para a aplicação da madeira laminada
colada, demonstrando a viabilidade desse material, assim como o uso do blended
finance para mitigar os riscos financeiros relacionados ao financiamento da
construção na região. A ideia é replicar o projeto nos nove estados amazônicos,
impulsionando a criação de uma nova cadeia produtiva na Amazônia.
“O Morar Amazônico busca
estabelecer uma nova lógica produtiva para a construção civil na Amazônia,
começando pelo setor primário, por meio do cultivo de florestas plantadas com
espécies nativas amazônicas. Essas espécies serão utilizadas na produção local
de materiais para a edificação, com foco inicial em habitações de interesse
social, especialmente no programa Minha Casa Minha Vida”, explicou Thomé.
O presidente ainda enfatizou a
importância de repensar o modelo de infraestrutura na Amazônia: “Não podemos
mais discutir se a Amazônia pode ou não ter infraestrutura desenvolvida.
Precisamos avançar para a questão de como investir em infraestrutura sustentável
na Amazônia. O setor da construção no Brasil possui total capacidade e
tecnologia para transformar a região, tirando-a de uma agenda do século 19 e
trazendo-a para o século 21, beneficiando milhares de brasileiros que vivem em
cidades amazônicas e carecem de infraestrutura moderna”, disse.
O debate contou também com a
participação de Chris Trott, Partner e Head of Sustainability Policy and
Research at Foster + Partners; Javier Gimeno, Senior Group VP & CEO Latin
America da Saint-Gobain; Renato Correia, presidente da CBIC; e foi moderado por
Nilson Sarti, vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CBIC.
Jornalista: Thais Rivero
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