SENAI-RO e Exército celebram formatura de Eletricistas de Instalações Prediais a soldados
Diretor nacional do SENAI cumpre agenda em Rondônia e avalia resultados de parceria com a Energisa
Uma comitiva de lideranças do Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial (SENAI-DN) esteve em Rondônia para conhecer os resultados práticos do
Programa Jovem Aprendiz, desenvolvido
pelo SENAI de Rondônia em parceria com a Energisa.
A iniciativa rondoniense foi selecionada entre 41 inscrições enviadas
por Departamentos Regionais de todo o país. Foi escolhido dois cases de sucesso
por região para integrar o processo de redesenho da aprendizagem profissional,
posicionando o estado como benchmark nacional.
A agenda contou com a presença do diretor-geral do SENAI Nacional, Leone
Andrade; Carlos Bork, superintendente de Negócios Institucionais do SENAI/DN; a
gerente Nacional de Operações do SENAI/DN, Vanessa Sorda; o gerente de
Manutenção, Construção e Distribuição da Energisa, Fernando Espíndula; e
Sabrina Amorin, consultora de RH da Energisa. A visita incluiu passagens por
áreas estratégicas da concessionária, como o Centro de Operação Integrado
(COI), onde os gestores conversaram diretamente com egressos dos cursos que
hoje integram o quadro de colaboradores efetivos da distribuidora.
Para a liderança nacional do SENAI, o modelo adotado em Rondônia reflete
o reposicionamento estratégico que a instituição projeta para a próxima década:
abandonar cursos engessados de prateleira (push) e priorizar
soluções desenhadas sob medida para as dores do setor produtivo (pull).
"O SENAI está em um momento de virada para os próximos dez anos.
Não podemos ser a melhor fábrica de fax do mundo quando o mercado já opera em
outra velocidade. No modelo puxado pela indústria, o segredo é ouvir o mercado
para entregar exatamente o que a operação necessita", disse o diretor-geral.
A eficácia do método reflete diretamente na ponta. O ex jovem aprendiz
Marcos Vinicius agora operador nível um da Energisa disse que a capacitação
técnica só é completa quando integrada à cultura corporativa. "O programa
me preparou muito bem porque ensina comunicação, postura dentro da empresa e a
forma correta de exercer a função. Se eu não tivesse aprendido isso no SENAI, o
restante não teria o mesmo valor. Saber como trabalhar no dia a dia é
fundamental", pontuou.
A consultora de RH da distribuidora de energia, Vanessa falou que a
contratação de jovens aprendizes vai além das exigências legais. "Ter um
programa de Jovem Aprendiz é mais do que cumprir uma obrigação legal. É uma
oportunidade de formação qualificada através de uma instituição validada, com
domínio técnico, para oferecer ao mercado profissionais habilitados. Essa
parceria entrega ao setor elétrico pessoas prontas para lidar com segurança,
inovação e qualidade dos serviços", afirmou.
A continuidade dos estudos por meio do UniSENAI também foi pauta do diálogo, visando reter os melhores talentos no estado. "O que a gente busca é essa maior aproximação, que desperta nos alunos o desejo de inovar desde a base. Enxergamos o jovem aprendiz com o potencial de virar operador, de crescer e agregar valor ao negócio. Gente brilhante tem em todo lugar, e o UniSENAI surge como essa solução flexível, desenhada a partir das necessidades reais da indústria para que o profissional continue sua trajetória dentro da empresa", explicou Carlos Bork.
No período da tarde, a programação seguiu para a Casa da Indústria, sede
da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO). Em reunião com o
presidente da FIERO, Marcelo Thomé, o diretor nacional buscou compreender a
visão da liderança local sobre o papel do SENAI nos próximos anos, considerando
a transição energética, a infraestrutura regional e os novos perfis
profissionais exigidos pela indústria amazônica.
Thomé falou sobre a necessidade de investimentos assertivos que
priorizem o atendimento direto à produção sem inflacionar os custos
operacionais. "Dinheiro em caixa não pode ser gasto apenas para erguer
paredes; precisa ter estratégia, inteligência e flexibilidade para atender o
chão de fábrica", defendeu.
A comitiva nacional concluiu a agenda enfatizando a meta de transformar
a infraestrutura tecnológica do SENAI em uma rede verdadeiramente integrada em
nível federal. A proposta prevê a unificação de portfólios, padronização de
serviços e logística compartilhada, permitindo que a indústria rondoniense
acesse ensaios metrológicos, laboratórios e soluções de inovação em qualquer
ponto do país de forma desburocratizada.
Mais notícias
SENAI-RO seleciona empresas de tecnologia do estado para o portal de fornecedores
Diálogo e empatia transformam a convivência dos alunos do SENAI em Cacoal
SENAI-CETEM recebe homenagem do Exército Brasileiro por qualificar militares temporários em Rondônia
