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Alunos do Ensino Médio do SESI de Porto Velho transformam história da arte em produções autorais
A unidade
do Serviço Social da Indústria (SESI) de Porto Velho promoveu uma experiência inédita
em que os alunos puderam dar asas à criação e ao pertencimento. O projeto “A
Arte que me Representa” mobilizou turmas das primeiras séries do Ensino Médio
em um trabalho que uniu arte, cultura e vivências pessoais. A proposta utilizou
o Módulo de Aprendizagem Personalizado (MAP) para levar os estudantes a
revisitarem a Semana de Arte Moderna de 1922 por um caminho diferente do
habitual: em vez de apenas lerem sobre o tema, os alunos produziram obras
baseadas nas vanguardas artísticas, usando suportes visuais, verbais e digitais
para manifestar suas visões de mundo.
O professor
de Arte, Ademir Júnior de Souza Pires, explicou que a aula foi pensada para que
cada jovem se reconhecesse como parte da história que estudava. “O projeto
permite que o aluno se enxergue como sujeito ativo, capaz de expressar sua identidade
e dialogar com a cultura. Trabalhar arte nesse contexto é trabalhar
pertencimento, criticidade e autonomia”, afirmou. Ao criar telas e conteúdos
autorais, os estudantes relacionaram movimentos históricos com a realidade
atual e com as próprias identidades, distanciando-se de modelos de ensino
baseados apenas na recepção de informações.
Para a
pedagoga Heleny Nunes da Silva, essa forma de construir o conhecimento é
essencial para a formação dos jovens de hoje. “O estudante deixa de ser apenas
receptor e passa a ser autor do próprio conhecimento”, ponderou. Heleny
acrescentou que a escola, nesse modelo, funciona como um lugar de escuta e
desenvolvimento dos indivíduos.
Segundo a
coordenadora de Educação da unidade, Ana Paula Almeida, a eficácia do método
está na profundidade que o aprendizado ganha quando existe reconhecimento
pessoal naquilo que é produzido. “Quando o estudante se reconhece no que
produz, o aprendizado se torna mais profundo e significativo”, pontuou.
Os alunos
que vivenciaram a forma diferenciada da aula confirmaram o impacto do
autoconhecimento por meio das artes. Aira Guedes, da 1ª série, contou como a
experiência se diferenciou do estudo tradicional: “Foi uma experiência
diferente, porque além de estudar arte, conseguimos nos retratar nas nossas
produções”, disse. O sentimento foi chancelado pela estudante Eugênio José, também
da 1ª série, que ressaltou o orgulho de ver o resultado final exposto. “Esse
projeto é motivador, porque participamos de verdade. Dá orgulho ver nossa obra
exposta e sendo valorizada”, concluiu.
As obras produzidas foram organizadas em exposições pelos corredores da escola, transformando os espaços de passagem em galerias e aproximando toda a comunidade escolar dos talentos ali revelados. O encerramento do ciclo de estudos mostrou como a arte pode ser um instrumento para a formação de cidadãos mais conscientes de sua cultura e do papel que ocupam na sociedade, consolidando o vínculo entre os estudantes e a instituição por meio da valorização da expressão individual de cada jovem.
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