IMPRENSA
27 de April de 2026 - 15h33

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Alunos do Ensino Médio do SESI de Porto Velho transformam história da arte em produções autorais

A unidade do Serviço Social da Indústria (SESI) de Porto Velho promoveu uma experiência inédita em que os alunos puderam dar asas à criação e ao pertencimento. O projeto “A Arte que me Representa” mobilizou turmas das primeiras séries do Ensino Médio em um trabalho que uniu arte, cultura e vivências pessoais. A proposta utilizou o Módulo de Aprendizagem Personalizado (MAP) para levar os estudantes a revisitarem a Semana de Arte Moderna de 1922 por um caminho diferente do habitual: em vez de apenas lerem sobre o tema, os alunos produziram obras baseadas nas vanguardas artísticas, usando suportes visuais, verbais e digitais para manifestar suas visões de mundo.

 

O professor de Arte, Ademir Júnior de Souza Pires, explicou que a aula foi pensada para que cada jovem se reconhecesse como parte da história que estudava. “O projeto permite que o aluno se enxergue como sujeito ativo, capaz de expressar sua identidade e dialogar com a cultura. Trabalhar arte nesse contexto é trabalhar pertencimento, criticidade e autonomia”, afirmou. Ao criar telas e conteúdos autorais, os estudantes relacionaram movimentos históricos com a realidade atual e com as próprias identidades, distanciando-se de modelos de ensino baseados apenas na recepção de informações.

 

Para a pedagoga Heleny Nunes da Silva, essa forma de construir o conhecimento é essencial para a formação dos jovens de hoje. “O estudante deixa de ser apenas receptor e passa a ser autor do próprio conhecimento”, ponderou. Heleny acrescentou que a escola, nesse modelo, funciona como um lugar de escuta e desenvolvimento dos indivíduos.

 

Segundo a coordenadora de Educação da unidade, Ana Paula Almeida, a eficácia do método está na profundidade que o aprendizado ganha quando existe reconhecimento pessoal naquilo que é produzido. “Quando o estudante se reconhece no que produz, o aprendizado se torna mais profundo e significativo”, pontuou.

 

Os alunos que vivenciaram a forma diferenciada da aula confirmaram o impacto do autoconhecimento por meio das artes. Aira Guedes, da 1ª série, contou como a experiência se diferenciou do estudo tradicional: “Foi uma experiência diferente, porque além de estudar arte, conseguimos nos retratar nas nossas produções”, disse. O sentimento foi chancelado pela estudante Eugênio José, também da 1ª série, que ressaltou o orgulho de ver o resultado final exposto. “Esse projeto é motivador, porque participamos de verdade. Dá orgulho ver nossa obra exposta e sendo valorizada”, concluiu.

 

As obras produzidas foram organizadas em exposições pelos corredores da escola, transformando os espaços de passagem em galerias e aproximando toda a comunidade escolar dos talentos ali revelados. O encerramento do ciclo de estudos mostrou como a arte pode ser um instrumento para a formação de cidadãos mais conscientes de sua cultura e do papel que ocupam na sociedade, consolidando o vínculo entre os estudantes e a instituição por meio da valorização da expressão individual de cada jovem.


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