IMPRENSA
23 de February de 2026 - 16h03

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Primeira reunião do COMPEM de 2026 tem diálogo sobre crédito, inovação e impactos da Reforma Tributária

O Conselho Temático da Micro e Pequena Empresa (COMPEM), realizou nesta segunda-feira, 23, em formato híbrido, a 1ª Reunião Ordinária de 2026. A pauta incluiu linhas de financiamento, garantias de crédito, novas tecnologias e os impactos da Reforma Tributária para as indústrias do Simples Nacional.

 

A presidente do COMPEM em Rondônia e vice-presidente de Assuntos da Micro e Pequena Indústria da Federação das Indústrias do Estado (FIERO), Cida Mourão, afirmou que a informação é ferramenta estratégica para o fortalecimento dos sindicatos e de seus associados. Durante o encontro, foram apresentadas as soluções do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMPE), desenvolvido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), iniciativa que há três décadas contribui para ampliar o acesso ao crédito.

 

O FAMPE pode garantir até 80% das operações de crédito, atendendo desde o Microempreendedor Individual (MEI) até Empresas de Pequeno Porte (EPP). Entre as modalidades apresentadas estão o FAMPE Tradicional, voltado para capital de giro, investimento e exportação; o Inovacred, operado em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), direcionado ao desenvolvimento tecnológico com limite anual de até R$ 4 milhões.

 

A reunião também destacou o papel do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC) como elo entre as oportunidades disponíveis e os empresários. A proposta é ampliar o fluxo de informações qualificadas sobre linhas do Sebrae e de instituições financeiras, agregando valor à atuação sindical e facilitando a tomada de decisão por parte das indústrias.

 

Como ferramenta de modernização, foi apresentado o NAC BOT, sistema de inteligência artificial que permite ao industrial identificar, de forma rápida, a linha de financiamento mais adequada ao seu perfil. A orientação técnica no acesso ao crédito tem se mostrado mais eficiente do que a simples contratação de recursos sem direcionamento.

 

Outro ponto abordado foi o crescimento do crédito consignado privado digital. Desde sua implementação, em março de 2025, a modalidade registrou aumento de 196%. A legislação passou a permitir que trabalhadores regidos pela CLT contratem empréstimos por meio da Carteira de Trabalho Digital, sem necessidade de convênios individuais entre empresas e bancos, utilizando dados do eSocial e até 10% do saldo do FGTS como garantia. Apesar de oferecer juros mais baixos em comparação a outras modalidades, o aumento do endividamento dos trabalhadores gera preocupação entre empresários, especialmente pelos reflexos no ambiente interno das empresas e na produtividade.

 

O conselho também iniciou as análises sobre os impactos da Reforma Tributária, instituída pela Emenda Constitucional 132/2023, para as indústrias optantes pelo Simples Nacional que atuam no meio da cadeia produtiva. O foco das discussões está na transição para o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e nos efeitos práticos para a competitividade do setor em Rondônia.

 

Ao final da reunião, Cida Mourão falou sobre a importância da filiação das indústrias aos sindicatos, para que informações estratégicas e oportunidades cheguem de forma estruturada aos empresários, fortalecendo o desenvolvimento industrial no estado.


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