IMPRENSA
11 de abril de 2019 - 09h28

A- A A+

CNI reduz para 2 por cento a estimativa de crescimento do país e indústria deve ter expansão de apenas 1,1 por cento neste ano

Atividade em ritmo fraco, desemprego alto e incertezas sobre o avanço das reformas comprometem o desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre

Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para baixo as estimativas de crescimento da economia e da indústria para este ano. A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país recuou para 2%, ante os 2,7% previstos em dezembro de 2018. A perspectiva para o crescimento do PIB Industrial caiu de 3% para 1,1%. As informações estão no Informe Conjunturaldo primeiro trimestre divulgado pela CNI nesta quinta-feira, 11 de abril.

“O ritmo da atividade no início do ano foi bem mais fraco do que se esperava. O desemprego permanece alto, as famílias ainda não retomaram o consumo e as empresas enfrentam muitas dificuldades”, afirma o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. “Além disso, há um certo sentimento de que as medidas, principalmente no campo das reformas estruturais, como a da Previdência, vão demorar um pouco mais para se materializarem e será necessário um prazo maior para que os benefícios das mudanças se espalhem pela economia”, completa Castelo Branco.

De acordo com o Informe Conjuntural, a previsão para o aumento do consumo das famílias diminuiu de 2,9% em dezembro para 2,2% agora. A estimativa para a taxa média de desemprego neste ano subiu de 11,4% em dezembro para 12%. A perspectiva de crescimento dos investimentos caiu de 6,5% para 4,9%. “Sem a retomada do investimento, o crescimento fica comprometido”, avalia a CNI.  

O estudo lembra que, apesar do fraco desempenho da atividade, os indicadores macroeconômicos são positivos. Embora mantenha o alerta de que é necessário buscar o equilíbrio fiscal, as previsões da CNI para as contas do governo melhoraram. O déficit primário projetado pela CNI neste ano caiu de 1,57% do PIB em dezembro para 1,39% do PIB agora. A previsão para a dívida do setor público diminuiu de 79,5% do PIB para 78,20 do PIB.

INFLAÇÃO E JUROS - “A inflação mantém-se estável e sem pressões significativas, com expectativas apontando para uma taxa anual abaixo da meta, e as contas externas seguem favoráveis, a despeito do acirramento dos contenciosos no ambiente internacional”, diz o Informe Conjuntural. A estimativa da CNI é que a inflação feche o ano em 4,2%, taxa menor do que a meta de 4,25% fixada pelo Banco Central. Diante deste cenário, a indústria destaca que há espaço para a redução dos juros básicos da economia. A estimativa para a taxa nominal de juros neste ano foi reduzida de 6,83% em dezembro para 6,42% agora.

A CNI destaca que a  aceleração das reformas da Previdência e tributária e a implementação de medidas que melhorem o ambiente de negócios são indispensáveis para gerar um choque de confiança na economia e estimular os investimentos. “Os agentes econômicos seguem com expectativas favoráveis ainda que condicionadas à implementação de reformas estruturantes que venham assegurar equilíbrio fiscal de longo prazo e melhoria do ambiente de negócios. O sucesso desse cenário depende de uma concertação entre os Poderes Executivo e Legislativo para aprovação dessas propostas. A ausência desses avanços tenderá a cristalizar um ambiente de baixo crescimento”, adverte a CNI no Informe Conjuntural.

 

Confira as novas estimativas da CNI

 



Mais notícias

Custos da indústria caem 1 por cento no primeiro trimestre, informa a CNI

Conheça os vencedores do Prêmio Nacional de Inovação

Indústria só sairá da recessão com reformas estruturais, avalia CNI

SENAI avalia maturidade de empresas em Indústria 4.0 para indicar caminho de atualização tecnológica