IMPRENSA
09 de julho de 2020 - 09h18

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Pandemia afetou negativamente 57 por cento das indústrias exportadoras

Consulta realizada pela CNI revela que entre as empresas afetadas, 42% perderam mais da metade do valor exportado


Consulta realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para medir impacto da pandemia do novo coronavírus no comércio exterior brasileiro revelou que a maioria das empresas foram afetadas negativamente. Entre as exportadoras, 57% registraram queda no valor faturado. Entre as importadoras e aquelas que investem em países estrangeiros, a queda foi ainda mais relevante, de 70% em cada um dos grupos. O levantamento foi feito entre os dias 02 e 10 de junho e avaliou os dados referentes a abril e maio de 197 empresas internacionalizadas (exportadoras, importadoras ou com investimentos no exterior).


Essa é a segunda consulta da CNI para avaliar o impacto da pandemia no comércio exterior do Brasil. Apesar do estudo mostrar um quadro extremamente negativo, na comparação com a primeira edição, os dados indicam que a queda no valor de exportações desacelerou. Em fevereiro e março o índice de retração foi de 80%, um percentual 23 pontos maior que o referente aos meses de abril e maio.




Na projeção para os próximos 60 dias, as exportações de 36% das empresas consultadas serão afetadas negativamente, o que indica nova desaceleração na queda com uma retração de 21 pontos percentuais no indicador na comparação com os meses de abril e maio. A desaceleração no recuo também é percebida entra as exportadoras mais afetadas. Na projeção para os próximos 60 dias, 37% responderam que a queda será superior a 50%, índice cinco pontos percentuais menor que o registrado em maio e junho.


"Embora o comércio exterior tenha sido afetado de forma negativa pela pandemia, ele terá papel fundamental na retomada do crescimento econômico e na geração de emprego e renda. A crise é uma oportunidade para a empresa brasileira incorporar a internacionalização na sua estratégia de negócios”, afirma Carlos Eduardo Abijaodi, diretor de desenvolvimento industrial da CNI.



Mercados mais impactados pela queda na importação e no investimento são China e Estados Unidos


Entre as importadoras, sete em cada dez empresas registram queda no valor das operações e 26% das afetadas afirmaram que tiveram uma retração superior a 50% nos últimos 30 dias. Quando o olhar é para frente, nos próximos 60 dias, o índice cai praticamente pela metade (36%). Os principais países impactados são a China e os Estados Unidos, ambos mercados estratégicos da indústria. Nesses lugares 58% e 29% respectivamente das empresas indicaram que reduziram as importações.


Entre as empresas que investem no mercado internacional, 70% informaram que reduziram a destinação de recursos para o exterior. A queda maior foi sentida na China (35%), Estados Unidos (30%) e Alemanha (13%). Na perspectiva para os próximos 60 dias, os maiores indicadores de retração também são registrados na China (44%) e nos Estados Unidos (31%).


Empresas se preocupam com redução das exportações e indicam dificuldades com os modais aéreo e marítimo


As principais preocupações das empresas internacionalizadas com os efeitos da pandemia são com a redução das exportações (24%) e da produção (19%), bem como o aumento do preço da matéria-prima (15%). Entre as quase 200 empresas que participaram da consulta, 60% delas usam o modal marítimo para exportar ou importar produtos. Entre elas, a maior dificuldade tem sido a redução na frequência de navios, apontada como um problema para 39%, seguido do aumento no valor do frete (27%). Só 23% das empresas que usam esse modal afirmaram não ter enfrentado problemas.


Segundo modal mais usado, o aéreo atende a 43% das empresas que exportam ou importam. Entre elas, o aumento no valor do frete é a principal (54%) dificuldade, seguida pela redução na frequência de voos internacionais (37%). A redução na frequência de voos domésticos e suspensão das rotas aéreas internacionais aparecem empatadas com 21% das empresas indicando como uma dificuldade encontrada em tempos de pandemia. Apenas 19% das empresas que usam este modal não enfrentaram problemas.


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