IMPRENSA
01 de outubro de 2020 - 09h20

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Inflação e desemprego minam confiança do consumidor no ano, mostra pesquisa da CNI

Em setembro deste ano, na comparação com dezembro de 2019, o consumidor mostra falta de confiança. Esse cenário é reflexo dos efeitos da pandemia sobre a economia


O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra um consumidor com a confiança em baixa. O índice de setembro de 2020 ficou em 42,8 pontos, abaixo da média histórica de 46,1 pontos e, do último resultado disponível, de dezembro de 2019. O dado varia de 0 a 100, sendo que valores abaixo de 50 são negativos.

“Os consumidores estão pessimistas com relação à evolução futura dos preços, do desemprego e de sua renda. O aumento de preços em produtos específicos, sensíveis para o consumidor, está afetando a percepção do poder de compra e contaminando suas expectativas”, avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

A confiança está abaixo da linha de 50 pontos e de suas respectivas médias históricas em todos as faixas de renda familiar. A queda do INEC na comparação com dezembro de 2019 foi maior entre os consumidores com as maiores faixas de renda. No entanto, a confiança ainda é menor entre os mais pobres. Também caiu entre os mais instruídos.

No recorte por região, a queda do INEC foi maior no Sudeste, que também se distancia das demais regiões, com 41,6 pontos. A confiança de todas as regiões recuaram na comparação com dezembro de 2019.

Detalhes da pesquisa aqui.



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