IMPRENSA
23 de fevereiro de 2021 - 15h19

A- A A+

Empresas cada vez mais atentas aos critérios ESG

A tendência mundial de valorização dos índices ESG, que monitoram a performance das empresas nos aspectos ambiental, social e de governança, também cresce no mercado brasileiro. No entanto, de forma ainda bem abaixo de outros mercados, como União Europeia e dos Estados Unidos.

Durante reunião do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Coemas) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta segunda-feira (22), a líder de ESG do Itaú, Luiza Vasconcellos, apontou que os títulos verdes, conhecidos como green bonds, somam um volume pouco relevante no mercado interno, de apenas US$ 200 mil.

Apesar disso, as empresas estão cada vez mais preocupadas com os ativos ambientais, sociais e de governança. “As indústrias estão conscientes do seu ambiente e começam a pensar com mais carinho em projetos verdes ou sociais”, destacou Luiza. “A expectativa é que esse movimento cresça bastante e gere efeito positivo no mercado, tanto nos emissores de títulos verdes quanto nos consumidores”.


Empresas buscam certificar os índices ESG


Outro movimento que aumenta é de empresas que buscam se certificar em relação aos critérios ESG  – Environmental, Social and Governance (em português, Ambiental, Social e de Governança) como estratégia de sustentabilidade e reforçar uma boa reputação diante dos diversos públicos.


O Sistema B, organização que trabalha com auditoria e verificação de atendimento a critérios ESG em diversos países, já conta com mais de 200 empresas certificadas que juntas somam US$ 15 bilhões em receitas.


“Ser uma empresa B não é uma posição, mas uma direção, sinalizando líderes que pensam no futuro, em uma nova economia”, esclareceu a diretora executiva do Sistema B no Brasil, Francine Lemos.


Na visão do presidente do Coemas, Marcelo Thomé, para o avanço da agenda ESG no Brasil, há dois desafios principais: mudança cultural dos empresários e capacitar, em especial as pequenas e médias empresas, para atender às novas demandas. “Precisamos mudar o atual modelo mental para atingirmos novos mercados”, afirmou.


Mais notícias

Representante da FIERO destaca importância dos Conselhos Temáticos da CNI

Escolas SESI são referência em educação inovadora

Indicadores da CNI apontam alta na atividade industrial no início do ano

FIERO prepara ciclo de palestras no Mês da Mulher