SESI de Pimenta Bueno propõe aula de robótica integrada com Empreendedorismo e Ética
Primeira reunião do COMPEM de 2026 tem diálogo sobre crédito, inovação e impactos da Reforma Tributária
O Conselho
Temático da Micro e Pequena Empresa (COMPEM), realizou nesta segunda-feira, 23,
em formato híbrido, a 1ª Reunião Ordinária de 2026. A pauta incluiu linhas de
financiamento, garantias de crédito, novas tecnologias e os impactos da Reforma
Tributária para as indústrias do Simples Nacional.
A
presidente do COMPEM em Rondônia e vice-presidente de Assuntos da Micro e
Pequena Indústria da Federação das Indústrias do Estado (FIERO), Cida Mourão,
afirmou que a informação é ferramenta estratégica para o fortalecimento dos
sindicatos e de seus associados. Durante o encontro, foram apresentadas as
soluções do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMPE), desenvolvido em
parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
(Sebrae), iniciativa que há três décadas contribui para ampliar o acesso ao
crédito.
O FAMPE
pode garantir até 80% das operações de crédito, atendendo desde o
Microempreendedor Individual (MEI) até Empresas de Pequeno Porte (EPP). Entre
as modalidades apresentadas estão o FAMPE Tradicional, voltado para capital de
giro, investimento e exportação; o Inovacred, operado em parceria com a
Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), direcionado ao desenvolvimento
tecnológico com limite anual de até R$ 4 milhões.
A reunião
também destacou o papel do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC) como elo entre as
oportunidades disponíveis e os empresários. A proposta é ampliar o fluxo de
informações qualificadas sobre linhas do Sebrae e de instituições financeiras,
agregando valor à atuação sindical e facilitando a tomada de decisão por parte
das indústrias.
Como
ferramenta de modernização, foi apresentado o NAC BOT, sistema de inteligência
artificial que permite ao industrial identificar, de forma rápida, a linha de
financiamento mais adequada ao seu perfil. A orientação técnica no acesso ao
crédito tem se mostrado mais eficiente do que a simples contratação de recursos
sem direcionamento.
Outro ponto
abordado foi o crescimento do crédito consignado privado digital. Desde sua
implementação, em março de 2025, a modalidade registrou aumento de 196%. A
legislação passou a permitir que trabalhadores regidos pela CLT contratem
empréstimos por meio da Carteira de Trabalho Digital, sem necessidade de
convênios individuais entre empresas e bancos, utilizando dados do eSocial e
até 10% do saldo do FGTS como garantia. Apesar de oferecer juros mais baixos em
comparação a outras modalidades, o aumento do endividamento dos trabalhadores gera
preocupação entre empresários, especialmente pelos reflexos no ambiente interno
das empresas e na produtividade.
O conselho
também iniciou as análises sobre os impactos da Reforma Tributária, instituída
pela Emenda Constitucional 132/2023, para as indústrias optantes pelo Simples
Nacional que atuam no meio da cadeia produtiva. O foco das discussões está na
transição para o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e nos efeitos
práticos para a competitividade do setor em Rondônia.
Ao final da
reunião, Cida Mourão falou sobre a importância da filiação das indústrias aos
sindicatos, para que informações estratégicas e oportunidades cheguem de forma
estruturada aos empresários, fortalecendo o desenvolvimento industrial no
estado.
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