SENAI abre inscrições para o Grand Prix de Inovação 2026
FIERO conhece programa de inserção de imigrantes e refugiados no mercado de trabalho brasileiro
A Federação
das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) recebeu uma visita que pode trazer
novas perspectivas de mão de obra para o setor produtivo local. O coordenador
de Projetos da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Eugênio
Guimarães, apresentou o Projeto Indústria Acolhedora, uma iniciativa que propõe
conectar imigrantes e brasileiros retornados de outros países a vagas de
trabalho na indústria regional.
Na reunião,
Guimarães, junto com o assistente de Projetos em Rondônia, Nakágima Sanllay,
expôs ao superintendente da FIERO, Gilberto Baptista, e ao gerente de educação
básica e profissional do SESI e SENAI, Jair Coelho, as frentes de atuação da
OIM no Brasil, sendo o fomento à empregabilidade e ao empreendedorismo, apoio
na contratação de pessoas migrantes, capacitação profissional e oferta de
cursos de português.
A proposta
concreta é a assinatura de um memorando de entendimento entre a FIERO e a
organização, formalizando a parceria. A Federação demonstrou interesse,
sobretudo diante da carência de mão de obra em setores como construção civil e
indústria têxtil, áreas em que essas pessoas podem ser absorvidas com relativa
facilidade.
O modelo já
funciona em outras regiões do país. A OIM mantém acordos com federações do
Sudeste (FIESL, FIRJAN e FIEMG), do Sul (FIEP, FIESC e FIERGS), do Nordeste
(FIEPE, FIEB e FIEPA) e do Centro-Oeste (FIEMT). Nos estados do Sul, onde a
parceria é mais consolidada, as indústrias chegam a contratar cerca de 90% dos
migrantes encaminhados pelo programa.
Além da
inserção direta no mercado, os migrantes poderão acessar a grade de cursos do
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), que oferece formações nas
áreas de eletricidade, mecânica, refrigeração, informática, construção civil e
panificação, entre outras. Jair Coelho ressaltou que a instituição dispõe de
diversas formações técnicas compatíveis com os perfis dessas pessoas, o que
amplia as chances de qualificação antes mesmo da contratação.
Fundada em
1951 e vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), a OIM atua em mais de 170
países com 174 Estados-membros. Seu trabalho envolve desde apoio direto a
pessoas em deslocamento até o assessoramento de governos em políticas
migratórias, incluindo situações de emergência entre as mais complexas do
mundo. No Brasil, a organização atua em parceria com entidades públicas,
privadas e não governamentais para garantir que a migração seja, ao mesmo
tempo, ordenada e humanizada.
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