IMPRENSA
13 de March de 2026 - 08h05

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FIERO conhece programa de inserção de imigrantes e refugiados no mercado de trabalho brasileiro

A Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) recebeu uma visita que pode trazer novas perspectivas de mão de obra para o setor produtivo local. O coordenador de Projetos da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Eugênio Guimarães, apresentou o Projeto Indústria Acolhedora, uma iniciativa que propõe conectar imigrantes e brasileiros retornados de outros países a vagas de trabalho na indústria regional.

 

Na reunião, Guimarães, junto com o assistente de Projetos em Rondônia, Nakágima Sanllay, expôs ao superintendente da FIERO, Gilberto Baptista, e ao gerente de educação básica e profissional do SESI e SENAI, Jair Coelho, as frentes de atuação da OIM no Brasil, sendo o fomento à empregabilidade e ao empreendedorismo, apoio na contratação de pessoas migrantes, capacitação profissional e oferta de cursos de português.

 

A proposta concreta é a assinatura de um memorando de entendimento entre a FIERO e a organização, formalizando a parceria. A Federação demonstrou interesse, sobretudo diante da carência de mão de obra em setores como construção civil e indústria têxtil, áreas em que essas pessoas podem ser absorvidas com relativa facilidade.

 

O modelo já funciona em outras regiões do país. A OIM mantém acordos com federações do Sudeste (FIESL, FIRJAN e FIEMG), do Sul (FIEP, FIESC e FIERGS), do Nordeste (FIEPE, FIEB e FIEPA) e do Centro-Oeste (FIEMT). Nos estados do Sul, onde a parceria é mais consolidada, as indústrias chegam a contratar cerca de 90% dos migrantes encaminhados pelo programa.

 

Além da inserção direta no mercado, os migrantes poderão acessar a grade de cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), que oferece formações nas áreas de eletricidade, mecânica, refrigeração, informática, construção civil e panificação, entre outras. Jair Coelho ressaltou que a instituição dispõe de diversas formações técnicas compatíveis com os perfis dessas pessoas, o que amplia as chances de qualificação antes mesmo da contratação.

 

Fundada em 1951 e vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), a OIM atua em mais de 170 países com 174 Estados-membros. Seu trabalho envolve desde apoio direto a pessoas em deslocamento até o assessoramento de governos em políticas migratórias, incluindo situações de emergência entre as mais complexas do mundo. No Brasil, a organização atua em parceria com entidades públicas, privadas e não governamentais para garantir que a migração seja, ao mesmo tempo, ordenada e humanizada.


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