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Setor produtivo de Rondônia aguarda manifestação positiva do governo quanto redução do ICMS
A Federação
das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), em conjunto com a FAPERON, a
APROSOJA, a APRON e o CREA, encaminhou ao governador Marcos Rocha uma carta solicitando
a redução temporária do valor do ICMS incidente sobre o óleo diesel, de R$ 1,17
para R$ 0,58, bem como zerar o ICMS sobre a importação do produto pelo período
de 90 dias, prorrogáveis conforme a evolução do conflito no Oriente Médio. As
entidades aguardam um posicionamento do governo estadual com uma sinalização
positiva para o pleito.
A escalada
das tensões geopolíticas na região tem provocado a alta dos preços do barril de
petróleo no mercado internacional, com reflexos diretos nos postos de
combustível brasileiros. Para o setor produtivo de Rondônia, o momento é
particularmente delicado, pois os produtores rurais já convivem com inadimplência
elevada, crédito restrito, juros altos e margens de rentabilidade cada vez
menores, especialmente nas cadeias ligadas às commodities agrícolas.
De acordo
com a entidades, o diesel ocupa papel central nesse cenário, já que trata- se
do combustível que abastece tratores, colhedeiras e caminhões usados no
transporte de grãos, insumos e produtos até os portos e centros consumidores.
Em um estado como Rondônia, onde as distâncias são longas e o transporte
rodoviário responde pela maior parte do escoamento da produção, qualquer
variação no preço do combustível se traduz diretamente nos custos de produção
e, consequentemente, no preço final dos alimentos.
O
presidente da FIERO, Marcelo Thomé, destacou a confiança das entidades na
postura do chefe do executivo estadual. “Contamos com o bom senso e a
sensibilidade do governador Marcos Rocha para encontrar uma solução que proteja
a economia de Rondônia neste momento tão adverso. A medida que propomos é
temporária, mas pode fazer diferença real na vida de produtores,
transportadores e consumidores”, afirmou Thomé.
A carta
aponta que o Brasil já adotou instrumentos semelhantes em crises anteriores,
com a suspensão de tributos federais e ajustes nos valores do ICMS, e que tais
iniciativas se mostraram eficazes para conter pressões inflacionárias. As
entidades também defendem a ampliação do percentual de biodiesel na mistura do
diesel, de 15% para 17%, como medida estrutural para reduzir a dependência do
país em relação ao mercado externo.
Além da
redução do ICMS do diesel, as organizações signatárias pedem que o governo
estadual e a Secretaria de Estado de Finanças (SEFIN) estudem, em caráter de
urgência, alternativas fiscais que possam amortecer os efeitos da alta nos
combustíveis sobre toda a cadeia produtiva rondoniense, evitando que o custo do
conflito do outro lado do mundo recaia sobre quem produz e sobre quem consome
dentro do estado.
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