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FIERO e Exército articulam estratégias para fortalecer economia e logística em Rondônia
Transformar o potencial produtivo de Rondônia em prosperidade econômica, reduzindo a evasão de recursos e ampliando a capacidade logística foram os objetivos centrais da reunião estratégica realizada entre o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé, e o Comandante da 17ª Brigada Infantaria de Selva, general-de-brigada Marco Aurélio Magalhães Cavalcanti.
Um dos pontos centrais do diálogo foi a necessidade de reverter o cenário onde grandes instituições instaladas na região, como o Exército Brasileiro, acabam adquirindo insumos básicos de estados distantes.
Atualmente,
o consumo de gêneros alimentícios e serviços pelas unidades militares em Porto
Velho movimenta dezenas de milhões de reais anualmente. Contudo, itens como
arroz, carne e café muitas vezes vêm de centros como Mato Grosso ou São Paulo.
"Faz
11 anos que levantamos a bandeira da retenção das compras públicas. É insensato
gerarmos riqueza aqui e comprarmos fora. O principal produto de exportação da
Amazônia hoje acaba sendo o dinheiro", disse Thomé.
Como
forma de enfrentar o problema, a FIERO propôs a realização de um workshop
estratégico para orientar produtores e fornecedores locais sobre os processos
licitatórios. A iniciativa busca ampliar a participação de empresas
rondonienses nas compras públicas, garantindo que os recursos permaneçam na
economia estadual e gerem empregos.
O
encontro também abordou a posição geográfica privilegiada de Porto Velho,
considerada estratégica para a integração sul-americana. Nesse contexto, o
General Cavalcanti e o presidente da FIERO falaram sobre a urgência de obras
estruturantes, como a ponte de Guajará-Mirim e a manutenção de rodovias como a
BR-319 e a BR-364.
“Para
o Exército, a melhoria da infraestrutura é fundamental para a soberania e a
prontidão operacional; já para o setor produtivo, representa uma oportunidade
de acesso a novos mercados e redução de custos logísticos”, pontuou Marcelo.
Outro
tema de preocupação foi a segurança fundiária. A dificuldade de acesso ao
crédito formal para áreas sem conformidade ambiental tem aberto espaço para a
atuação do chamado “crédito paralelo”, frequentemente associado ao crime
organizado. O risco é a transferência de terras para grupos criminosos, o que
criaria uma "zona cinzenta" na economia regional.
Ao
final do encontro, FIERO e a 17ª Brigada firmaram um compromisso de cooperação.
Entre as ações previstas estão a realização do workshop de compras públicas, a
articulação junto a órgãos federais para acelerar obras viárias e a manutenção
do diálogo sobre segurança de fronteiras e fortalecimento da economia formal na
região.
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