IMPRENSA
16 de April de 2026 - 15h33

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FIERO e Exército articulam estratégias para fortalecer economia e logística em Rondônia

Transformar o potencial produtivo de Rondônia em prosperidade econômica, reduzindo a evasão de recursos e ampliando a capacidade logística foram os objetivos centrais da reunião estratégica realizada entre o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé, e o Comandante da 17ª Brigada Infantaria de Selva, general-de-brigada Marco Aurélio Magalhães Cavalcanti.


Um dos pontos centrais do diálogo foi a necessidade de reverter o cenário onde grandes instituições instaladas na região, como o Exército Brasileiro, acabam adquirindo insumos básicos de estados distantes.


Atualmente, o consumo de gêneros alimentícios e serviços pelas unidades militares em Porto Velho movimenta dezenas de milhões de reais anualmente. Contudo, itens como arroz, carne e café muitas vezes vêm de centros como Mato Grosso ou São Paulo.


"Faz 11 anos que levantamos a bandeira da retenção das compras públicas. É insensato gerarmos riqueza aqui e comprarmos fora. O principal produto de exportação da Amazônia hoje acaba sendo o dinheiro", disse Thomé.


Como forma de enfrentar o problema, a FIERO propôs a realização de um workshop estratégico para orientar produtores e fornecedores locais sobre os processos licitatórios. A iniciativa busca ampliar a participação de empresas rondonienses nas compras públicas, garantindo que os recursos permaneçam na economia estadual e gerem empregos.


O encontro também abordou a posição geográfica privilegiada de Porto Velho, considerada estratégica para a integração sul-americana. Nesse contexto, o General Cavalcanti e o presidente da FIERO falaram sobre a urgência de obras estruturantes, como a ponte de Guajará-Mirim e a manutenção de rodovias como a BR-319 e a BR-364.


“Para o Exército, a melhoria da infraestrutura é fundamental para a soberania e a prontidão operacional; já para o setor produtivo, representa uma oportunidade de acesso a novos mercados e redução de custos logísticos”, pontuou Marcelo.


Outro tema de preocupação foi a segurança fundiária. A dificuldade de acesso ao crédito formal para áreas sem conformidade ambiental tem aberto espaço para a atuação do chamado “crédito paralelo”, frequentemente associado ao crime organizado. O risco é a transferência de terras para grupos criminosos, o que criaria uma "zona cinzenta" na economia regional.


Ao final do encontro, FIERO e a 17ª Brigada firmaram um compromisso de cooperação. Entre as ações previstas estão a realização do workshop de compras públicas, a articulação junto a órgãos federais para acelerar obras viárias e a manutenção do diálogo sobre segurança de fronteiras e fortalecimento da economia formal na região.


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