Agenda ZFM 2050 reúne setor produtivo e conta com participação da FIERO
Carne bovina supera soja e lidera exportações de Rondônia no mês de maio
O Observatório
da Indústria de Rondônia, instrumento de inteligência da Federação das Indústria do Estado de Rondônia (FIERO), divulga dados da balança comercial do mês de maio de
2026. O Relatório mostra que o estado registrou um superávit de US$ 133,2
milhões. Durante o mês, as exportações rondonienses somaram US$ 358,7 milhões,
enquanto as importações atingiram US$ 225,5 milhões. Embora o resultado
confirme a capacidade local de manter um saldo favorável, o forte ritmo das
compras externas segue influenciando a velocidade de expansão do saldo
comercial.
No
acumulado dos cinco primeiros meses do ano, Rondônia apresenta um desempenho
sólido, com US$ 1,7 bilhão em exportações e US$ 1,3 bilhão em importações,
resultando em um superávit acumulado de US$ 484,8 milhões. O avanço das
importações no período acentua a dependência do setor produtivo local por
insumos, equipamentos e bens manufaturados estrangeiros, puxados principalmente
pela forte demanda da atividade agrícola.
A
China segue ainda com sua posição como o principal parceiro comercial do
estado. No acumulado de janeiro a maio, o país asiático respondeu por 46,4% de
todas as importações feitas por Rondônia, totalizando US$ 581,5 milhões. Outro
parceiro de destaque nas importações é a Argentina, que representa 12,4% das
compras acumuladas do estado, com forte presença na entrada de produtos como
leite e laticínios. Somente no mês de maio, as compras de leite e laticínios
somaram US$ 26,2 milhões, posicionando-se logo atrás dos adubos e
fertilizantes, que lideraram a pauta de importação mensal com US$ 29,2 milhões.
A importação de produtos lácteos da Argentina é
classificada como “importação escritural”, mecanismo previsto na Lei Estadual
nº 1.473/2005. Nesse modelo, empresas com sede ou filial em Rondônia realizam a
compra de produtos no exterior, mas a mercadoria não ingressa fisicamente no
estado. O desembaraço aduaneiro ocorre em portos de outras regiões, como
Santos, Paranaguá ou Rio Grande, enquanto o ICMS é recolhido em Rondônia.
Pelo
lado das exportações, a pauta mensal de maio seguiu altamente concentrada na
carne bovina, que somou US$ 181,8 milhões, e na soja, com US$ 147 milhões.
Juntas, as duas commodities representaram cerca de 91% de tudo o que o estado
vendeu para o exterior no mês. No acumulado do ano, a China lidera o
recebimento dos produtos rondonienses com 28,5% de participação, seguida por
Turquia, México, EUA e Argélia.
O
diagnóstico do analista do Observatório da Indústria de Rondônia indica que,
embora a alta competitividade internacional do agronegócio garanta a Rondônia a
posição de 13º maior exportador do país, o modelo atual apresenta gargalos
estruturais. “A extrema dependência de commodities e a necessidade
crítica de fertilizantes e insumos importados expõem a economia estadual à
volatilidade dos preços internacionais, barreiras sanitárias e oscilações
cambiais, evidenciando o desafio de ampliar a diversificação e a agregação de
valor industrial na pauta local”, disse Igo Ribeiro, gerente do
Observatório.
Relatório Balança Comercial RO - Maio
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