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FIERO avalia impactos da aprovação do fim da taxa sobre compras internacionais
A Federação
das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) manifestou forte preocupação com a
decisão do Congresso Nacional que extingue a incidência do imposto de
importação sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das
blusinhas”. A entidade acompanha o posicionamento da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), classificando a medida como um grave retrocesso para a economia
brasileira.
A medida
provisória foi aprovada em votação simbólica nesta quinta-feira (3), tramitado
pela Câmara dos Deputados no período da tarde e sendo chancelada pelo Senado no
início da noite. O texto, que elimina a alíquota federal de 20%, segue agora
para sanção presidencial.
Estudos da
CNI apontam que a desoneração de plataformas internacionais de comércio
eletrônico coloca em risco cerca de 109 mil postos de trabalho no país. Além
disso, o avanço desmedido de remessas sem tributação equivalente inibe a
circulação de aproximadamente R$ 21,8 bilhões na economia brasileira, drenando
recursos que poderiam alimentar a produção e o comércio locais.
Para a
FIERO, a decisão concede vantagens competitivas desproporcionais a fabricantes
e varejistas estrangeiros, especialmente de grandes polos industriais
asiáticos, que operam com subsídios governamentais e buscam mercados
consumidores para escoar excedentes produtivos, em detrimento direto das
empresas nacionais.
O
presidente do Sistema FIERO, Marcelo Thomé, criticou a desoneração e alertou
para as consequências sobre o mercado de trabalho e o desenvolvimento do parque
industrial brasileiro: "O consumidor pode ter a impressão inicial de que
se trata de um benefício imediato ao adquirir itens importados mais baratos. No
entanto, essa política impacta diretamente o emprego industrial no Brasil. O
país acaba praticando uma defesa tarifária às avessas: desonera o artigo
estrangeiro enquanto mantém uma carga tributária historicamente alta sobre o
fabricante nacional. Isso torna o produto brasileiro artificialmente mais caro
e joga contra a nossa geração de renda."
Thomé ainda
pontuou a contramão global da medida: "Enquanto as principais economias do
mundo reorganizam suas cadeias produtivas para proteger e fortalecer suas
indústrias locais, tomar decisões que fragilizam o setor produtivo interno vai
contra o interesse da economia nacional."
A FIERO
segue atuando junto à bancada parlamentar e às entidades confederadas para
defender pautas de isonomia tributária e competitividade para as empresas de
Rondônia e de todo o Brasil.
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