IMPRENSA
23 de September de 2026 - 17h13

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SESI-RO integra grupo nacional sobre educação no sistema prisional

A experiência construída por educadores do Serviço Social da Indústria de Rondônia (SESI-RO) com alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no sistema prisional chegou ao debate nacional nesta terça e quarta-feira, 22 e 23, em Brasília. O trabalho desenvolvido no regime semiaberto foi apresentado durante o Grupo de Trabalho (GT), promovido pelo SESI Departamento Nacional, reunindo representantes de Rondônia, Roraima, Ceará, Santa Catarina, Piauí e Paraíba.

 

Representando o SESI-RO, participaram Marcela Xavier, especialista em Educação da CEBEP, e Lucelia Santos, pedagoga da EJA da unidade do SESI de Porto Velho. Ao apresentar a experiência locais, as profissionais mostraram aspectos da rotina educacional nesse contexto, os aprendizados construídos ao longo do trabalho e as particularidades encontradas no atendimento a estudantes privados de liberdade. O encontro também abriu espaço para conhecer como outros estados organizam a oferta da EJA nesse cenário.

 

Entre os pontos da reunião estiveram as diferentes trilhas escolares dos estudantes, as características do ambiente penitenciário e a necessidade de adaptar práticas pedagógicas às condições de cada turma. A troca entre os profissionais permitiu colocar em comum situações encontradas nos diferentes estados e discutir possibilidades para o trabalho educacional com pessoas privadas de liberdade, considerando também a continuidade dos estudos após o cumprimento da pena.

 

Para Marcela Xavier, a participação no grupo permitiu transformar experiências locais em conhecimento compartilhado entre os Departamentos Regionais. “O encontro permitiu apresentar o trabalho desenvolvido em Rondônia e conhecer as experiências de outros estados. Essa troca ajuda a compreender diferentes realidades e a identificar caminhos que podem contribuir para o trabalho desenvolvido com os estudantes da EJA no sistema”, afirmou.

 

Ao reunir profissionais que atuam em diferentes realidades, o encontro em Brasília contribuiu para o diálogo sobre os caminhos da EJA para esse direcionamento e para a circulação de práticas desenvolvidas pelos DRs. Segundo Lucélia Santos, a experiência apresentada mostra como a educação pode integrar o caminho de pessoas privadas de liberdade, oferecendo continuidade aos estudos e criando possibilidades para quem está no sistema prisional e para aqueles que retornam à convivência em sociedade.


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