IMPRENSA
05 de March de 2026 - 07h51

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Alunos do SESI Pimenta Bueno transformam desigualdade social em aprendizado vivo

A sala de aula da turma do 5º ano do Serviço Social da Indústria (SESI) de Pimenta Bueno virou, recentemente, um espaço de reflexão sobre o Brasil real. Os alunos orientados pela professora Laura Anésia Lúcio Barbosa, dentro das disciplinas de Ciências Humanas e Cidadania, construíram maquetes que mostram, lado a lado, dois mundos que coexistem no país: bairros com ruas pavimentadas, escolas e saneamento básico, e comunidades onde faltam moradia digna, acesso à água tratada e serviços essenciais. O resultado uniu uma exposição escolar a um exercício coletivo de olhar para o mundo com outros olhos.

 

Cada grupo apresentou o processo de criação da maquete, explicando as escolhas feitas para retratar as situações de desigualdade. Na prática, as crianças foram estimuladas a organizar ideias, argumentar diante dos colegas e justificar por que determinados elementos, como a ausência de uma calçada ou a presença de uma escola, dizem muito sobre a vida de quem mora naquele lugar. A atividade trabalhou também a oralidade, a argumentação e, especialmente, a empatia.

 

Para a professora Laura Anésia, apresentar temas sociais em sala de aula desde cedo é uma forma de preparar os estudantes para a vida. “Quando as crianças conseguem representar essas realidades e explicar o que aprenderam, elas desenvolvem sensibilidade e compreensão sobre o mundo em que vivem”, afirmou. Segundo a professora, o formato das maquetes permitiu uma aproximação concreta com conteúdos que, em muitos casos, parecem distantes da rotina dos alunos, mas que fazem parte da realidade de muitas pessoas.

 

O gerente da unidade, Diógenes Pierre de Moraes, vê na iniciativa um exemplo do que a escola pode ser. “Quando os estudantes analisam problemas sociais e refletem sobre possíveis soluções, desenvolvem não apenas conhecimento, mas também responsabilidade e empatia, competências essenciais para transformar a sociedade”, disse.

 

A apresentação das maquetes sobre desigualdade social no SESI de Pimenta Bueno mostra que educar para a cidadania não precisa de fórmulas complexas, às vezes basta dar a uma criança um pouco de material, uma orientação cuidadosa e espaço para perguntar por que as coisas são como são. Quando isso acontece, o aprendizado deixa a sala de aula e passa a ocupar um lugar muito maior.


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