IMPRENSA
19 de fevereiro de 2018 - 14h13

A- A A+

Sem reformas o Brasil não avança

*Por Marcelo Thomé

O Brasil vive um momento crucial em que fará a escolha para figurar entre as nações industrializadas e desenvolvidas ou permanecer no bloco dos países que cultuam o atraso e vivem apontando o dedo para inimigos externos inexistentes na tentativa de justificar seus próprios fracassos. Precisamos continuar com as reformas, sendo a da Previdência uma das mais urgentes, dado os efeitos deletérios deste segmento na estabilidade econômica.

Precisamos continuar com as reformas. Há modernizações a serem concretizadas em vários segmentos e a reforma tributária deverá ser o próximo desafio do estado brasileiro.

Será uma missão fácil? Claro que não.

Afinal, estamos na América Latina e o que se vê por esse continente é um eterno flerte com o atraso.

É imperativo reconhecer que o caráter reformista do atual ocupante do 3º andar do Palácio do Planalto contribuiu para tirar o Brasil de quatro anos de aguda recessão econômica.

A modernização da Legislação Trabalhista, para cuja aprovação foi preciso vencer os arautos do atraso, é um termômetro do quão bem fazem as reformas ao mercado e à economia de modo geral.

Precisamos superar esse debate rasteiro, essa mentalidade tacanha de que o capital e o trabalho precisam estar, necessariamente, em lados opostos.

O Brasil do futuro pode e deve ser construído por uma conjunção de esforços de trabalhadores e empresários, amalgamando uma sociedade plural, civilizada e fraterna.

Sem antagonismos.

É senil imaginar que o empresário é inimigo do trabalhador.

Trabalho e capital se complementam nos tempos atuais, posto que um não sobreviverá sem o outro, em que pese vivermos em plena era da automação.

Ainda somos uma Nação com pouca vivência de liberdade política e econômica, mas é chegado o tempo de aprendermos a separar as ações políticas do espectro econômico. As nações com maior vivência e mais desenvolvidas já aprenderam essa lição.

Nesta intensa luta pelas reformas que ajudam a modernizar o país, a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia se alia à Confederação Nacional da Indústria (CNI) e as outras 26 federações, que, cotidianamente, empreendem esforços para evitar retrocesso na legislação estadual ou briga para que os impostos não avancem ainda mais sobre o ganho dos empresários e dos trabalhadores.

*É presidente da Federação das Indústrias de Rondônia


Mais notícias

Articulada pelo SENAI, rede voluntária já recebeu 599 respiradores para manutenção

Faturamento industrial desacelerou mesmo antes do coronavírus

FIERO lança campanha Compre em Rondônia

Edital de Inovação para a Indústria seleciona mais nove projetos de combate ao novo coronavírus