IMPRENSA
14 de outubro de 2020 - 09h49

A- A A+

Medo do desemprego caiu em setembro, aponta pesquisa da CNI

A queda de 3,2 pontos em relação ao mesmo mês de 2019 é relevante em um cenário de retomada gradual das atividades produtivas

O Índice do Medo do Desemprego, calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ficou em 55 pontos em setembro de 2020. O valor está 3,2 pontos abaixo do mesmo período do ano passado e demonstra que as medidas de proteção ao emprego, adotadas a partir de março de 2020, contribuíram para aumentar a sensação de segurança da população empregada. Foram entrevistadas 2 mil pessoas em 127 municípios entre 17 e 20 de setembro.

De acordo com o gerente de Análise Econômica, Marcelo Azevedo, entre os motivos para a queda do índice, pesaram o auxílio emergencial e a retomada gradual das atividades comerciais e produtivas dos últimos meses. Mas, ressalta que,  embora tenha caído para a população como um todo, “o medo do desemprego aumentou em certos perfis da população, como os mais jovens, com renda familiar superior a cinco salários mínimos e pessoas com ensino superior”, avalia Marcelo Azevedo.

Gênero e idade

De acordo com a pesquisa, as mulheres têm um medo muito maior do desemprego do que os homens. O índice para homens é de 46,8 pontos. E para as mulheres 62,4 pontos.

Os mais jovens também são os mais temerosos. Para a população entre 16 e 24 anos, o índice é de 57,9 pontos, enquanto o indicador para as pessoas com mais de 55 anos foi de 48,9 pontos.

Região, grau de instrução e renda familiar

Entre as regiões, a pesquisa mostrou que o medo do desemprego é maior no Nordeste, onde ficou em 61,2 pontos, e menor na região Sul, onde o indicador foi de 43 pontos.

A população que recebe um salário mínimo também é a mais preocupada, com 65 pontos. Pessoas com renda familiar acima de cinco salários mínimos registraram 42,2 pontos.

Entre as pessoas que estudaram somente até a 4ª série do ensino fundamental, o índice é de 59,2 pontos. Aqueles com nível superior têm uma preocupação menor, o dado foi de 50,1 pontos.

Índice de satisfação com a vida cai

A pesquisa também mediu o Índice de Satisfação com a Vida, que se manteve praticamente constante. Caiu meio ponto em relação a setembro de 2019, mas subiu 0,2 ponto em relação a dezembro do ano passado. 

 

 


Mais notícias

Leilões de saneamento bem-sucedidos mostram disposição da iniciativa privada para investir no setor

Um sistema industrial forte

68 por cento das indústrias estão com dificuldades para obter insumos no Brasil, mostra pesquisa da CNI

Privatizações e reforma de tributária são essenciais para o Brasil voltar a crescer, diz presidente da CNI