Lei da Reciprocidade: CNI pede prudência e insistência no processo de negociações com os EUA
Decisão de aumentar Selic foi equivocada, afirma CNI
Instituição avalia que as condições
de crédito para consumidores e empresas deveriam continuar sendo de estimulada.
A medida desestimula a economia e aumenta o custo do financiamento
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera equivocada
a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de manter
um ritmo expressivo de aumento da taxa básica de juros (Selic).
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, diz reconhecer que a
inflação se encontra elevada e requer atenção, no entanto a pressão sob os
preços são majoritariamente decorrentes de choques de oferta, 0como a
desvalorização da moeda brasileira e a falta de insumos e matérias-primas.
“O controle da inflação de oferta via juros é menos eficaz e
requer um forte desestímulo à atividade econômica em um momento em que a
recuperação da economia ainda se mostra frágil. A taxa de desemprego ainda está
próxima do pico histórico e a produção da indústria de transformação perdeu
força ao longo deste ano apresentando queda em cinco meses no primeiro
semestre”, explica Robson Andrade.
A expectativa da indústria é de que as pressões de custos serão
reduzidas à medida em que o real se valorize e o mercado de insumos e matérias
primas se reequilibre. Em razão desse cenário, a CNI entende que as condições
de crédito para consumidores e empresas deveriam continuar sendo de estímulo e
a decisão por um quarto aumento da Selic é contrária a necessidade atual da
economia, por desestimular a demanda e aumentar o custo do financiamento.
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