IMPRENSA
26 de May de 2023 - 07h38

A- A A+

Anúncio do BNDES eleva qualidade do investimento, avalia presidente da CNI

Robson Braga de Andrade afirma que o crédito é elemento essencial neste momento, em que o país desenha sua política industrial. Os recursos devem ser direcionados à exportação, digitalização e inovação

 

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirma que o anúncio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), feito nesta quinta-feira (25), eleva a qualidade do investimento no Brasil e cristaliza o compromisso do governo com a necessidade de reindustrialização do país. Para Robson Andrade, o governo acerta ao focar os primeiros passos dessa agenda no incentivo ao investimento, exportação e inovação, por meio da disponibilização de crédito do BNDES em condições mais favoráveis de financiamento.

 

“A indústria brasileira precisa de recursos para, cada vez mais, apostar em digitalização, tecnologia e inovação. O custo elevado é apontado como principal barreira interna à adoção de novas tecnologias. Por isso, atualmente, mais da metade das empresas industriais não usa qualquer ou usa poucas tecnologias digitais. Só com a digitalização vamos superar a baixa produtividade e competitividade da estrutura produtiva para elevar o crescimento do Brasil, como mais empregos e mais renda”, diz Robson Braga de Andrade.

 

Na avaliação da Confederação, as linhas de crédito chegam em um momento importante para o país, que precisa urgentemente desenhar sua política industrial. O investimento ajuda a indústria acelerar o crescimento econômico, enfrentar desafios globais, como a descarbonização e a digitalização da economia, criar emprego e ampliar renda a da população.

 

Além disso, diz o presidente da CNI, investimento, exportação e inovação, juntamente com descarbonização, digitalização são eixos essenciais de uma política industrial executada em bases modernas e sustentáveis. Por isso, compõem a coluna vertebral do Plano de Retomada da Indústria, recém-apresentado pela CNI ao governo.

 

Robson Andrade explica que o anúncio do BNDES e a pauta do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), focada em missões, estão em linha com as propostas do setor industrial.

 

O presidente da CNI reforça ainda que “a indústria tem grande expectativa na aprovação da Reforma Tributária, dado seu potencial para aumentar a competitividade das empresas e acelerar o ritmo de crescimento da economia”.

 

BNDES Exim Pré-Embarque vai fortalecer a exportação brasileira

 

A CNI avalia que o aperfeiçoamento do BNDES Exim Pré-Embarque, com forte redução da taxa de juros, vai fortalecer a exportação brasileira, sobretudo de pequenas e médias empresas. A previsão é de que o spread cobrado pelo banco será reduzido em cerca de 60%, no caso de micros, pequenas e médias empresas (MPMEs). A exportação é um vetor indispensável ao desenvolvimento do país, ao permitir o crescimento da produção, com reflexos positivos sobre renda e emprego.

 

O mecanismo da Taxa Fixa do BNDES em dólar (TFBD), por sua vez, facilitará o planejamento financeiro das empresas que têm receitas atreladas à variação do dólar e que desejam comprar máquinas e equipamentos. Assim, cumprirá papel relevante no incentivo ao investimento, variável chave para aumentar a capacidade de crescimento econômico brasileiro.

 

“A manifestação do governo de que pretende instituir uma espécie de ‘Plano Safra’ para a indústria nos anima. A destinação de recursos exclusivos para o financiamento das atividades industriais, à luz do que ocorre com as atividades agropecuárias, é fundamental, pois irá assegurar crédito em volume e condições condizentes com as oportunidades e os desafios do setor industrial”, afirma o presidente da CNI.


Mais notícias

80 por cento dos brasileiros defendem melhoria dos gastos públicos, aponta pesquisa da CNI

Confiança da indústria cai em julho e índice é o menor desde 2023

Indústria de transformação aponta queda em cinco de seis indicadores em maio

60 por cento das indústrias apontam carga tributária como fator de maior impacto na conta de luz, diz CNI