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FIERO integra lançamento da Carta do Agro Sustentável
Representantes
das entidades que integram a Caravana do Agro Sustentável se reuniram com a
imprensa nesta quarta-feira, 15, para apresentar a Carta do Setor Agropecuário.
O encontro ocorreu no auditório da Mitsubishi, em Porto Velho, e contou com a
presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia,
Marcelo Thomé, do vice-presidente Paulo Jair Kreuz e do superintendente
Gilberto Baptista.
A
iniciativa reuniu instituições ligadas ao setor produtivo, entre elas APRON,
APROSOJA, Sistema OCB, SENAR/FAPERON, CREA, CREA-RO, FECOMÉRCIO, UERON e
SICOOB. Durante quatro dias, o grupo percorreu diferentes regiões do estado,
promovendo encontros com produtores, reuniões técnicas e debates sobre temas
ligados ao desenvolvimento do agro em Rondônia.
De acordo
com o vice-presidente da FIERO, Paulo Jair Kreuz, que acompanhou a caravana até
o encerramento em Cerejeiras, há potencial para ampliar a industrialização fora
do eixo da BR-364. Segundo ele, é necessário agregar valor à matéria-prima
produzida nessas regiões. O documento aponta a necessidade de fortalecer
cadeias como carne, leite, mandioca, pescado, café, cacau e grãos, já que parte
da produção ainda é comercializada sem processamento.
Kreuz
enfatizou que as principais demandas apresentadas pelos produtores envolvem
regularização fundiária, definição do zoneamento socioeconômico, melhorias em
logística e questões relacionadas à legislação trabalhista. A carta reúne um diagnóstico
baseado na realidade do estado, com desafios e possibilidades para o setor
produtivo.
O
presidente da FIERO, Marcelo Thomé, afirmou que o documento consolida as
contribuições coletadas ao longo da caravana e deve servir como base para
orientar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da agropecuária e da
indústria em Rondônia. “O crescimento industrial no estado está diretamente
ligado ao desempenho do setor agropecuário”, disse.
Para manter
esse avanço o presidente destacou a importância de investir nos eixos
estratégicos apresentados na carta entregue hoje. “A proposta é criar condições
para que a indústria amplie o processamento e a
transformação dos produtos locais, reduzindo a dependência da exportação de
commodities e avançando para a produção de itens com maior valor agregado”,
acrescentou.
Além das
questões fundiárias e ambientais e da infraestrutura logística, o documento apresenta
temas como crédito, tributação, sanidade agropecuária, energia, conectividade
no meio rural, inovação, segurança jurídica, segurança no campo e indústria
ligada ao agro.
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