Alunos do SENAI de Cacoal aprendem sobre geração e transmissão de energia em visita técnica
CNI defenderá Acordo Mercosul-UE em encontro com Macron
Indústria
se reunirá com o presidente francês, nesta quarta-feira (27), em São Paulo.
Para a CNI, será uma oportunidade de reforçar a urgência do acordo e os
benefícios para a relação bilateral Brasil-França
A
expectativa de avançar nas discussões para concluir o Acordo Mercosul-União
Europeia ganha fôlego nesta semana, com a visita ao Brasil do presidente da
França, Emmanuel Macron. Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o
encontro com o líder francês é uma oportunidade singular para reforçar a
importância do acordo para as economias dos blocos e os benefícios para a
relação bilateral entre Brasil e França. A participação brasileira no mercado
francês ainda é baixa - apenas 0,5%, e é preciso buscar equilíbrio no comércio
bilateral.
A defesa do
acordo será feita pelo presidente da CNI em reunião reservada com Macron, o
ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin;
os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e de Minas e Energia, Alexandre
Silveira; e os presidentes da FIRJAN e da FIESP.
“A
implementação do acordo Mercosul-UE é essencial para a diversificação das
exportações e a ampliação da rede de parceiros comerciais nos países que
integram os dois blocos. Ajudará, ainda, a agregar valor às cadeias de produção
e a incentivar o crescimento da economia e a criação de empregos nas duas
regiões”, explica Alban.
Mais empregos e transição energética
Segundo a
CNI, a parceria oferece evidentes benefícios à economia brasileira:
diversificação das exportações, estímulo à competitividade dos produtos
brasileiros no mercado externo, cooperação para a transição energética e
fomento à criação de empregos. Só as vendas brasileiras para a UE contribuíram
com a criação de 21,4 mil vagas por bilhão de reais exportados em 2022 – valor
significativamente maior do que a contribuição dos embarques do Brasil com
destino à China (15,7 mil empregos).
Somando um
mercado consumidor de quase 720 milhões de pessoas e cerca de 20% da economia
global, o acordo formará uma das maiores áreas de livre comércio do planeta.
Contribuirá para a retomada da relevância da indústria na pauta comercial
brasileira com a União Europeia, que foi o segundo parceiro comercial
brasileiro em 2022, com uma corrente bilateral de mais de US$ 95 bilhões.
Participação
brasileira no mercado francês ainda é baixa
A França é
o 15° parceiro comercial do Brasil, com 1,45% de participação no mercado, e o
5° investidor direto no Brasil. Em 2023, as exportações brasileiras para o país
somaram USD 2.932 bilhões, e as exportações US$ 5.504. Nos últimos cinco anos,
as exportações cresceram 11%, e as importações, 12%.
A
participação brasileira no mercado francês ainda é baixa – apenas 0,5%. Embora
a pauta exportadora seja relativamente diversificada, há necessidade de buscar
equilíbrio no comércio bilateral. Esse objetivo deve ser alcançado ampliando
vendas de produtos de médio e alto valor agregado
Acordo Mercosul-União Europeia
>> As
estimativas da CNI são de que cerca de 40% de todos os produtos ofertados pela
União Europeia no acordo – e que estão sujeitos a algum tipo de tarifa em suas
aduanas – deixarão imediatamente de ter a cobrança do imposto de importação ao
entrar no bloco europeu. Se os compromissos já valessem em 2022, por exemplo,
isso equivaleria a quase R$ 13 bilhões em exportações brasileiras à UE. Desse
valor, 99% correspondem a produtos da indústria de transformação;
>> Em
consulta divulgada pela CNI no fim de 2023, 78% das entidades setoriais e 76%
das empresas avaliaram que a conclusão do acordo deve ser a prioridade da
agenda externa do bloco comercial. Ao todo, 104 entidades setoriais e 222
empresas brasileiras foram ouvidas sobre as principais ações necessárias ao
bloco durante a gestão brasileira;
>> O
Conselho Industrial do Mercosul apresentou aos governos do Mercosul uma
declaração conjunta com as medidas prioritárias do setor, durante o XI Fórum
Empresarial do Mercosul, realizado em 2023. Em nome das entidades que
representam a indústria nos países membros do bloco comercial, o documento
reafirmou a importância de concluir o Acordo Mercosul-União Europeia, entre
outras pautas;
Relações
bilaterais Brasil-França
>> A
França é o 15° parceiro comercial do Brasil, com 1,45% de participação no
mercado, e o 5° investidor direto no Brasil. Em 2023, as exportações
brasileiras para o país somaram USD 2.932 bilhões, e as exportações USD 5.504.
Nos últimos cinco anos, as exportações cresceram 11%, e as importações, 12%.
>> A
Indústria de Transformação é responsável por 72% da pauta exportadora para a
França, seguida de 20% da Indústria Extrativa. Dentre os principais produtos
exportados, estão: alimentos industrializados e combustíveis minerais.
>> O
Brasil importa, em sua maioria, produtos da Indústria de Transformação, a
exemplo dos motores e máquinas, partes de acessório de veículos e medicamentos
e produtos farmacêuticos.
>> A
França é o 9° maior fornecedor para o Brasil, que por sua vez, é o 36°
fornecedor para a França.
>> A
participação brasileira no mercado francês ainda é baixa, sendo 0,5% de
participação. Embora a pauta exportadora seja relativamente diversificada, há
necessidade de buscar equilíbrio no comércio bilateral. Esse objetivo deve ser
alcançado ampliando vendas de produtos de médio e alto valor agregado.
>> A França aumentou
em US$ 6,1 bilhões o estoque de IED no Brasil em 2022, o que representa 16% de
incremento em relação a 2021.
Mais notícias
FIERO recebe visita institucional do candidato ao governo de Rondônia, Pedro Abib
FIERO recebe visita institucional do candidato ao governo de Rondônia, Hildon Chaves
Óleo de avestruz industrializado em Rondônia mira mercado internacional com suporte da FIERO
