IMPRENSA
04 de novembro de 2019 - 10h50

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Impulsionado pela produtividade, salário médio na Coreia sobe muito mais do que o dos brasileiros

Nota Econômica da CNI compara os dois países e confirma que o aumento da produtividade é crucial para o desenvolvimento econômico e social dos países 


Os investimentos em ações que promovem o aumento da produtividade foram decisivos para o crescimento econômico e social da Coreia do Sul nos últimos 40 anos. No mesmo período, o Brasil ficou atrás dos demais competidores na corrida da produtividade e enfrenta dificuldades para melhorar o seu nível de desenvolvimento. A conclusão é da Nota Econômica intitulada Brasil e Coreia do Sul: duas histórias sobre a produtividade, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O trabalho compara a evolução da produtividade, com a dos salários reais dos trabalhadores e da renda média da população nos dois países.

De acordo com a CNI, em 1980, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil equivalia a 39% do PIB per capita dos Estados Unidos, enquanto que o da Coreia do Sul representava 17,5% do norte-americano.
“Quase quatro décadas depois (38 anos), o PIB da Coreia do Sul passou a representar 66% do PIB estadunidense, enquanto que o do Brasil representa 25,8%”, diz o estudo.

Além disso, o salário real médio do trabalhador sul-coreano aumentou 4,3% ao ano entre 2000 e 2018. No Brasil, a taxa média de crescimento dos salários foi de 0,3% ao ano no mesmo período.  “O salário real médio do trabalhador industrial sul-coreano mais do que dobrou desde 2000, enquanto que o do brasileiro praticamente não cresceu”, afirma a CNI. 

Na avaliação da CNI, o aumento da produtividade foi um dos principais fatores que contribuíram para o desempenho da economia sul-coreana e a melhoria do bem-estar dos seus cidadãos. Prova disso é que entre 2000 e 2018, a produtividade do trabalho na indústria sul-coreana cresceu, em média, 4,3% ao ano, o mesmo nível de incremento dos salários naquele país. No Brasil, a produtividade do trabalho na indústria cresceu 0,7% em média ao ano entre 2000 e 2018, menos de dois décimos do crescimento da produtividade na Coreia do Sul. 

O estudo destaca que a produtividade da indústria brasileira tem crescido acima da média dos principais parceiros comerciais do país nos últimos anos. Em 2016, por exemplo, aumentou 2,3%. Em 2017, cresceu 3,2%. No entanto, em 2018, caiu 1,1%. “O ganho de produtividade contribuirá para a recuperação da competitividade e, consequentemente, para a retomada do crescimento. Mais do que isso, a manutenção do crescimento da produtividade é essencial para o país crescer de forma sustentada, aumentar o salário real e reduzir a distância do padrão de vida das economias desenvolvidas”, afirma a CNI.

Para elevar a produtividade, recomenda a CNI, as empresas precisam investir na inovação e na melhoria das práticas de gestão. Além disso, o governo deve adotar medidas para melhorar o ambiente de negócios, como a redução da burocracia, a melhoria da infraestrutura, o aumento da qualidade da educação e da segurança jurídica.



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